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Maria Luíza Moura toma posse como desembargadora do TJ-PI e defende Justiça humanizada

Nova desembargadora do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) destacou a trajetória na magistratura, a atuação em defesa da infância e afirmou que julgar é, antes de tudo, cuidar das pessoas.

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  • Maria Luíza de Moura Mello e Freitas assumiu cargo de desembargadora no TJ-PI em solenidade na sede do tribunal, em Teresina.
  • Magistrada destacou compromisso com Justiça humanizada, baseada no cuidado com as pessoas e serviço à sociedade.
  • Formada no interior de São Paulo e Picos, ela ressaltou influência de experiências nas pequenas comarcas do Piauí.
  • Com mais de 30 anos de carreira no Judiciário, Maria Luíza atuou na defesa de crianças e adolescentes em Teresina.
  • Desembargadora Maria Célia Lima Lúcio destacou trajetória de dedicação, firmeza e compromisso com infância e juventude.
Maria Luíza Moura toma posse como desembargadora do TJ-PI | Foto: Reprodução/TJ-PI
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A magistrada Maria Luíza de Moura Mello e Freitas tomou posse solenemente, na noite desta quinta-feira (30), como nova desembargadora do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí (TJ-PI). A cerimônia foi realizada na sede do tribunal, em Teresina, e reuniu autoridades dos três poderes, entre elas o governador Rafael Fonteles, o presidente do Tribunal de Justiça do Piauí, Aderson Nogueira, magistrados, membros do Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI), representantes da advocacia e familiares. Em seu discurso, a desembargadora defendeu uma Justiça mais humanizada, pautada pelo compromisso com as pessoas e pelo serviço à sociedade.

Trajetória marcada pelo interior e pela proteção social

Ao iniciar seu pronunciamento, Maria Luíza afirmou que assumia o novo cargo com sentimento de gratidão e responsabilidade. Ela relembrou sua história familiar, iniciada no interior de São Paulo e consolidada em Picos, cidade onde cresceu e afirmou ter construído sua identidade.

"Sou, portanto, filha do interior, do chão batido, das distâncias largas, da vida construída com poucos recursos e muita determinação."

A magistrada destacou que sua formação pessoal e profissional foi profundamente influenciada pelas experiências vividas nas pequenas comarcas do estado.

"Quando hoje contemplo o percurso, entendo que não fui eu quem atravessou o interior do Piauí. Foi o interior do Piauí que me atravessou e fez de mim a magistrada."

Segundo ela, essa vivência fortaleceu a convicção de que julgar significa, antes de tudo, cuidar das pessoas.

"Aprendi a ouvir antes de julgar e conheci de perto a vida das pessoas simples. Julgar é, antes de mais nada, zelar pelas pessoas."

Maria Luíza Moura assinando o termo de posse - Foto: Reprodução/TJ-PI

Quase quatro décadas dedicadas ao Judiciário

Integrante do TJ-PI desde 1987, Maria Luíza construiu carreira com forte atuação na área da infância e juventude. Durante a solenidade, lembrou sua passagem pela 1ª Vara da Infância e Juventude de Teresina, onde atuou na defesa dos direitos de crianças e adolescentes, na Justiça Restaurativa e na gestão do Cadastro Nacional de Adoção.

Ela também ressaltou que nenhuma conquista é individual.

"Nenhuma toga se veste sozinha e nenhuma estrada se percorre sem que muitas mãos, visíveis e invisíveis, ajudem a abrir o caminho."

Maria Luíza Moura em seu discurso de posse - Foto: Reprodução/TJ-PI

Homenagem destaca dedicação e compromisso

Responsável pela saudação oficial à nova integrante da Corte, a desembargadora Maria Célia Lima Lúcio destacou a trajetória profissional e pessoal de Maria Luíza, lembrando que acompanha sua caminhada há mais de quatro décadas.

Segundo ela, a nova desembargadora construiu uma carreira marcada pela firmeza de caráter, dedicação ao serviço público e compromisso com a infância e juventude.

"A vida, que tantas vezes conduziu nossos caminhos por direções próprias, reservou-nos a alegria de fazer coincidir este momento tão importante de nossas trajetórias profissionais."

Maria Célia também ressaltou a atuação da colega na Justiça da Infância e Juventude, na Justiça Restaurativa, no Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) e sua constante qualificação acadêmica, afirmando que sua história profissional "fala por si mesma".

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