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Menina de 4 anos vence câncer raro após anos de tratamento em Teresina

Luna Rafaelle, de quatro anos, venceu um câncer no cóccix após anos de tratamento que incluíram cinco cirurgias e um transplante. A mãe da menina, Francisca Souza, relatou em entrevista como foi a batalha

Mariza Holanda recebe Francisca Souza e Luna Rafaelle no Programa da Tarde | Foto: Reprodução/TV Meio Norte
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A pequena Luna Rafaelle, de quatro anos, venceu um câncer no cóccix após uma longa batalha contra a doença. O tratamento começou quando ela tinha apenas dois anos, mas a primeira cirurgia foi realizada ainda antes, quando Luna tinha cerca de um ano de idade. Ao longo do processo, a criança passou por cinco cirurgias.

Em entrevista à TV Meio Norte nesta terça-feira (10), a mãe da menina, Francisca Souza, relembrou os momentos difíceis enfrentados pela família e a emoção ao descobrir que a filha havia vencido o câncer.

É uma benção. Desde muito nova ela enfrentou um câncer, mas enfrentou com garra, coragem e alegria todo o tempo. Ela me deu forças para lutar e chegar até aqui. Tive forças em Deus, na minha família e em meus amigos.

Descoberta da doença

Segundo Francisca, o primeiro indício de que algo não estava bem surgiu ainda durante a gestação, em um exame morfológico.

Eu descobri no morfológico, ainda na gravidez. Os médicos chegaram a dizer que iria sumir (o nódulo). Ao nascer, eles reavaliaram ela e disseram que não tinha nada, mas eu como mãe, eu não tirei isso da cabeça

Desconfiada, ela decidiu buscar novos exames por conta própria. Para custear a ressonância e a tomografia, a família chegou a organizar uma vaquinha.

Os exames confirmaram a presença de um nódulo que continuava crescendo. A criança passou por uma cirurgia para retirada da lesão, inicialmente considerada benigna. No entanto, cerca de um ano depois, novos exames apontaram que o tumor era maligno.

Quando ela tinha 1 ano a gente repetiu, e teve uma demora para sair o resultado. Eu senti que tinha alguma coisa errada, pela demora e quando saiu, o resultado veio com um tumor maligno.

Mãe de luna relata a trajetória da luta contra o câncer da filha - fOTO: rEPRODUÇÃO/tV Meio Norte

Tratamento e transplante

Durante o tratamento, Luna precisou viajar para São Paulo para realizar um transplante de medula óssea. Para arcar com os custos da viagem e da estadia, a família voltou a mobilizar doações.

No procedimento, os médicos retiram a medula doente, realizam o tratamento necessário e depois a reimplantam para que o organismo possa responder melhor ao tratamento contra o câncer. 

Francisca destacou o apoio recebido das equipes médicas ao longo do processo. “Os médicos, tanto daqui quanto de São Paulo, foram anjos na nossa vida e têm sido até hoje", afirmou

Retorno à rotina

Após um ano do transplante, Luna começou a recuperar a rotina normal. Durante parte do tratamento, a menina teve alimentação restrita, precisou usar máscara e evitar contato com outras crianças. Agora, segundo a mãe, a situação mudou.

Como já fez um ano que ela fez o transplante, nessa última consulta que agente foi, eles liberaram. Liberaram muita coisa para ela, mas ela tinha que usar máscara e não podia ficar no meio de outras crianças. Mas agora liberou para escola, o que era um sonho para gente.

Mensagem de esperança

Francisca também deixou uma mensagem para outras famílias que enfrentam a luta contra o câncer infantil.

Quero dizer para todas as mães que passam por isso que não percam a fé. Não é fácil. Muitas vezes eu pensei que Deus fosse levar minha filha, mas precisamos acreditar que tudo passa.

Na última sexta-feira (6), após receber a notícia de que Luna havia vencido a doença, familiares e amigos organizaram uma carreata para celebrar a recuperação da menina.

IMAGEM ILUSTRATIVA DO CÂNCER NO CÓCCIX - IMagem: divulgação/redes sociais

O que é o câncer no cóccix

O câncer na região do cóccix é raro e pode estar associado ao cordoma, um tumor ósseo de crescimento lento que surge na base da coluna.

Entre os principais sintomas estão dor persistente na região, presença de caroço ou aumento de volume e, em alguns casos, alterações neurológicas ou intestinais. O tratamento costuma envolver cirurgia e, dependendo do caso, radioterapia.

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