- O adolescente de 12 anos foi localizado na casa de uma prima após desaparecer no bairro Renascença III, zona Sudeste de Teresina.
- O menino foi resgatado e encaminhado para um abrigo do Conselho Tutelar, onde permanecerá por cerca de 30 dias.
- A avó do adolescente relatou que sofria agressões da avó, com quem vivia, motivando o desaparecimento.
- O caso será analisado pelo Conselho Tutelar e a Justiça decidirá os próximos encaminhamentos envolvendo o adolescente.
O adolescente de 12 anos, que estava desaparecido desde a última quarta-feira (10), no bairro Renascença III, zona Sudeste de Teresina, foi localizado na casa de uma prima. Após ser encontrado, o menino foi resgatado e encaminhado para um abrigo do Conselho Tutelar, onde deverá permanecer por cerca de 30 dias. As informações foram confirmadas pelo conselheiro Chagas Teófilo.
O MeioNews apurou que, a partir de agora, o Conselho Tutelar deverá ouvir familiares do adolescente para entender o que motivou o desaparecimento. O menino teria relatado que sofria agressões da avó, com quem vivia.
O QUE ACONTECEU?
O menino desapareceu no dia 12 de junho. Segundo relato da avó, o adolescente chegou da escola durante a manhã e, ao ser questionado sobre algumas atividades, afirmou que havia perdido ou deixado o livro na unidade de ensino.
Ao MeioNews, a mulher contou que ordenou que o adolescente retornasse para buscar o material. Nesse momento, o garoto teria se irritado e a empurrado. Após a discussão, ele saiu com a intenção de ir até a escola, que fica em frente à residência, mas seguiu caminhando pela rua. Isso foi registrado por uma câmera de monitoramento.
Veja!
A avó relatou que ainda tentou acompanhá-lo, porém acabou perdendo o menino de vista. Ao chegar à escola e não encontrá-lo, iniciou imediatamente as buscas.
BUCAS PELO ADOLESCENTE
A idosa relatou que, inicialmente, foi até a casa de uma mulher identificada como Júlia, prima da família, mas não obteve nenhuma informação sobre o paradeiro do adolescente. Já durante a noite, as buscas foram intensificadas com ajuda de vizinhos, incluindo procura em hospitais da capital.
No dia seguinte, a avó recebeu uma ligação informando que o menino havia sido visto na casa de Júlia. Segundo ela, ao chegar ao local, ficou revoltada ao descobrir que a mulher estaria escondendo o adolescente após ouvir os relatos de supostas agressões.
Diante da situação, Júlia teria acionado o Conselho Tutelar, que recolheu o adolescente e o encaminhou para acolhimento.
JUIZ DEVE DECIDIR
A Justiça deverá decidir os próximos encaminhamentos envolvendo o adolescente, incluindo se ele retornará ou não para morar com a avó. O caso também passará por apuração para verificar a veracidade das denúncias de violência relatadas pelo menino.
O adolescente era criado pela avó desde os cinco meses de vida.