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Mercado Central de Teresina: entre memórias, comércio e tradição - O artesanato como sustento

Entre redes, palhas, bolsas e calçados, comerciantes que dedicaram décadas ao local testemunham as transformações de um dos espaços mais tradicionais da capital piauiense - O artesanato como sustento

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O artesanato como sustento

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Se para alguns o mercado representa o comércio tradicional, para outros ele é também uma espécie de vitrine para a produção artesanal. É nesse universo que está Jeiel Barros.

Artesã há 24 anos no Mercado Central, ela trabalha com materiais que carregam características do fazer manual. Cestas, baús de palha de milho, esculturas em biscuit, bucha, cipó e palha estão entre os produtos que produz.

Jeiel Barros- Foto: Rauena Pinheiro/ Meio News

Algumas peças são feitas sob encomenda, como as bolsas solicitadas pelos próprios clientes. Seu trabalho exige criatividade, mas também depende diretamente da circulação de pessoas.

E essa circulação não é constante. “Cada dia é diferente um do outro porque é um pouco imprevisível.”

A artesã vende diversos produtos- Foto: Rauena Pinheiro/ Meio News

Para Jeiel, o calendário também influencia o comércio. Há épocas em que as vendas aumentam e outras em que o movimento diminui. O mês de agosto, segundo ela, é um período mais fraco, marcado pelas férias e pela ausência de grandes festividades.

“Dependendo da época do ano as vendas elas fluem como por exemplo esse período agosto agosto é um período de férias para todo mundo né é um período onde ninguém não há nenhuma festividade em foco.”

Produtos confeccionados por ela- Foto: Rauena Pinheiro/ Meio News

Mas existe uma questão ainda mais ampla.

Na avaliação da artesã, as dificuldades enfrentadas pelo mercado fazem parte de um cenário maior de enfraquecimento do comércio na região central. Para ela, o local necessita de mais investimentos e incentivo.

O pão de cada dia

Apesar das dificuldades, existe uma palavra que aparece de diferentes formas nas histórias dos comerciantes: sustento.

Para quem passa pelo Mercado Central apenas para fazer uma compra, uma loja pode ser somente uma loja. Para quem está atrás do balcão, entretanto, aquele espaço representa o pagamento das contas, a alimentação da família e a possibilidade de continuar trabalhando.

Variedade de artesanato no local- Foto: Rauena Pinheiro/ Meio News

É por isso que permanecer também é uma forma de resistência.

Jeiel traduz essa relação em poucas palavras:

“Trabalhar no mercado central é o sustento de todos os dias, é o pão de cada dia, as contas pagas no final do mês então é basicamente o essencial.”

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