SEÇÕES

Mercado do Dirceu I atravessa gerações e mantém viva a memória do bairro - Mais de 30 anos atrás do balcão

Caminhar pelos corredores do Mercado do Dirceu I é também percorrer uma parte da história do bairro. - Mais de 30 anos atrás do balcão

Slide 2 de 6

Mais de 30 anos atrás do balcão

Siga-nos no

Há mais de três décadas, o Comercial Barbosa ocupa um dos espaços do Mercado do Dirceu I. À frente do estabelecimento está Maria Barbosa, de 73 anos, que construiu ao lado do marido não apenas uma trajetória profissional, mas também parte da história da própria família.

Quando Maria e o marido começaram a trabalhar no mercado, os filhos ainda eram menores de idade. Hoje, todos já são adultos. O pequeno comércio de variedades, que reúne produtos de alumínio, ferragens, miudezas e uma infinidade de outros itens, ajudou a sustentar a família durante décadas.

Comercial Barbosa- Foto: Rauena Pinheiro/ Meio News

“Quando nós começamos, os filhos ainda eram de menor e hoje já estão todos de maior”, conta Maria.

Com o passar dos anos, o Comercial Barbosa também se tornou referência entre os frequentadores do mercado. A variedade de produtos fez com que o estabelecimento ganhasse fama entre os clientes, principalmente aqueles que procuram itens difíceis de encontrar em outros lugares.

O local vende uma variedade de produtos- Foto: Rauena Pinheiro/ Meio News

“Se não estiver lá no Barbosa, só no Mercado Velho”, brinca Maria, ao lembrar da relação de confiança construída com os clientes ao longo dos anos.

Mas se o mercado mudou, o comércio também sentiu os efeitos das transformações na região. Para Maria, uma das principais mudanças foi a redução do movimento. A chegada de grandes supermercados e lojas à região aumentou a concorrência e dividiu o público entre diferentes estabelecimentos.

“A venda caiu, caiu muito”, relata.

Seu Antônio Barbosa- Foto: Rauena Pinheiro/ Meio News Apesar das dificuldades, Maria não pensa em abandonar o balcão. Já aposentada por idade, ela continua trabalhando diariamente no mercado. E, para ela, o trabalho ganhou um significado que vai muito além da renda.

“Para mim é muito bom, porque nós já estamos aposentados por idade e continuamos trabalhando aqui. Para mim é uma terapia, porque a gente sai de casa todo dia naquele interesse de trabalhar, de fazer alguma coisa, de contribuir”, afirma.

Aos 73 anos, Maria mantém a rotina de chegar ao mercado e abrir as portas do Comercial Barbosa. Depois de mais de 30 anos, o trabalho deixou de ser apenas uma profissão e passou a fazer parte de sua vida.

“Eu gosto muito de trabalhar. Eu acho bom vir para cá todo dia. Para mim é uma terapia.”

VER COMENTÁRIOS

Carregue mais
ACESSE NOSSO
CANAL NO ZAP