A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, segue em agenda em Teresina e participa, neste sábado (7), de visita à sede do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no estado. Durante a programação, a ministra destacou o lançamento do Plano Nacional de Mitigação à Desertificação, que busca ampliar ações de recuperação ambiental e fortalecer políticas públicas já existentes voltadas à preservação e ao uso sustentável dos recursos naturais.
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, também participou do enconto. O tema também foi debatido durante reunião do Fórum de Participação Social, realizada na capital piauiense como parte do programa Governo do Brasil na Rua.
Segundo Marina Silva, o plano nacional foi construído com ampla participação social e científica.
“Lançamos o plano para todas as áreas desertificadas do país. Foi um grande esforço que envolveu cerca de 1.500 municípios, ouvindo comunidades científicas, técnicos e servidores. Agora estamos na fase de implementação, mas muitas ações já vêm sendo realizadas”, afirmou.
A ministra ressaltou ainda que diversas iniciativas já fazem parte dessa estratégia, como programas de acesso à água em regiões afetadas pela seca e projetos de recuperação de áreas degradadas. Ela destacou que o processo envolve a restauração com espécies nativas e, quando possível, consorciadas com culturas economicamente viáveis, garantindo o equilíbrio ambiental e o desenvolvimento sustentável das regiões afetadas.
IBAMA quer montar plano de recuperação das áreas
Durante a visita dos ministros, a superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis no Piauí, Thays Paiva, também destacou as ações do órgão no estado, com foco no fortalecimento do combate ao desmatamento ilegal e à desertificação.
Segundo ela, o trabalho tem sido ampliado por meio de fiscalização e educação ambiental, principalmente diante do avanço das atividades no Cerrado.
“A preservação ambiental não é contrária ao desenvolvimento econômico. Pelo contrário, sem preservação não teremos desenvolvimento. Por isso, é fundamental que produtores e a sociedade compreendam a importância de cumprir a legislação e fortalecer a consciência ambiental”, ressaltou.