- Operação "Miragem Financeira" investiga golpe de R$ 650 mil em Teresina, com atuação em quatro estados.
- Líder do esquema é alvo de mandado de prisão em São Paulo e possui lojas de celulares e veículos.
- Golpe começou em grupos de WhatsApp com promessas de retorno de 10% mensal, usando instituição financeira.
- Vítimas eram induzidas a instalar aplicativo falso e transferir valores via PIX para empresas de fachada.
- Aplicativo era constantemente derrubado, mas criminosos o reinseriam, identificando pagadores e vítimas.
Foi deflagrada, na manhã desta terça-feira (25), a operação “Miragem Financeira”, que investiga um esquema de falsos investimentos que teria causado um prejuízo de R$ 650 mil a uma pessoa de Teresina, com indícios de atuação em quatro estados. O suposto líder da organização é alvo de um mandado de prisão em São Paulo.
Ele possui duas lojas de venda de celulares e também atua no comércio de veículos. Conforme o Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), as investigações apontam que o golpe começava em grupos de WhatsApp com centenas de membros, nos quais eram anunciados retornos de até 10% ao mês, utilizando indevidamente o nome de uma instituição financeira renomada.
Em entrevista à Rede Meio Norte, o delegado Humberto Márcola, do DRCC, explicou que as vítimas eram atraídas para grupos, onde um homem que se apresentava como "coach", "trader" ou especialista financeiro as induzia a baixar um aplicativo de investimentos.
As vítimas eram levadas a instalar um aplicativo de corretora falso e a transferir valores via PIX para empresas de fachada controladas por interpostas pessoas, até a fraude ser descoberta.
Ela [a vítima] começava a fazer aportes financeiros, 50 mil, 30 mil, 100 mil, mas na verdade estava indo para conta de laranjas. Ela olhava aquela máscara no aplicativo, os valores iam se inflando, a cada mês ela ganhava mais, ganhava mais, no momento que ia tentar sacar não conseguia, era bloqueada do grupo, ninguém mais respondia para ele ela e ela percebia que tinha caído no golpe, afirmou.
O aplicativo era frequentemente derrubado por empresas de segurança, mas os criminosos conseguiam reinseri-lo nas lojas virtuais.
Era tudo mentira, tudo um golpe, o aplicativo ele era forjado, inclusive quando ele ele sempre era derrubado pelas empresas sérias, mas eles voltavam a colocar, né? Nós conseguimos identificar quem teria pago pelo aplicativo, quem teria instalado o aplicativo, identificamos as pessoas que foram vítimas no Brasil inteiro.
Sobre o coach, o delegado destacou:
Ele se apresentava com o nome americano, mas na verdade o nome dele é Romã, ele é um se diz empresário em São Paulo, né? E ele que realizava todo essa organização. disse.
OPERAÇÕES
A Polícia Civil do Piauí deflagrou, nesta terça-feira (25), as operações “Compra Fantasma” e “Miragem Financeira” para combater dois grupos especializados em fraudes eletrônicas. A ação, que contou com apoio das polícias de Minas Gerais e São Paulo, cumpriu mais de 40 mandados judiciais.
As investigações apontam prejuízo superior a R$ 1 milhão, com mais de 100 vítimas identificadas no Piauí.