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Motorista de app é sequestrado e colocado no porta-malas para grupo atacar rivais em Teresina

Segundo o delegado Eduardo Aquino, suspeitos usaram o carro da vítima em um atentado no Parque Brasil e trocaram tiros com um policial durante a fuga

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  • Motorista de aplicativo foi sequestrado e colocado no porta-malas para ser usado em ataque contra rivais no Parque Brasil.
  • Quatro pessoas, incluindo três adolescentes, foram detidas após investigação da Polícia Militar e Civil em Teresina.
  • Grupo efetuou disparos contra rivais em residência, mas não confirmou se houve vítimas atingidas pelos tiros.
  • Policiais perseguiram suspeitos, que abandonaram o veículo após acidente e fugiram para áreas de matagal.
  • Adolescentes já tinham histórico de envolvimento em crimes e medidas socioeducativas, mas continuam atuando na região.
Quatro pessoas, entre elas três adolescentes, foram localizadas e detidas durante as diligências | Foto: Reprodução
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Um motorista de aplicativo foi sequestrado, colocado no porta-malas do próprio carro e levado por um grupo suspeito de envolvimento com uma facção criminosa para ser usado em um atentado contra rivais no bairro Parque Brasil, na região da Santa Maria da Codipi em Teresina. Quatro pessoas, entre elas três adolescentes, foram localizadas e detidas durante as diligências, segundo o delegado Eduardo Aquino. A vítima não foi atingida pelos disparos.

O grupo solicitou uma corrida e, após identificar o motorista, sequestrou a vítima e a colocou no porta-malas do veículo. O caso começou ainda na noite de segunda-feira (10), após a vítima registrar a ocorrência. De acordo com Eduardo Aquino, equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil passaram a madrugada desta terça-feira (11) tentando identificar os envolvidos.

"Eles precisavam de um carro para cometer um atentado em outro local, em outro bairro, onde estariam os rivais. Então, eles sequestraram esse motorista, jogaram esse motorista dentro do porta-malas e, a partir daí, saíram à caça dos rivais", afirmou o delegado.

A investigação chegou até uma mulher que teria solicitado a corrida. Após a identificação dela e a localização do endereço, os policiais conseguiram chegar aos demais suspeitos.

De acordo com o delegado, três dos envolvidos são adolescentes e a quarta pessoa é uma mulher adulta, apontada como namorada de um dos menores.

Carro foi usado em ataque a rivais

Com a vítima presa no porta-malas, o grupo seguiu até a região do Parque Brasil, onde teria localizado alguns rivais sentados em frente a uma residência. Os suspeitos então efetuaram disparos contra eles.

A polícia ainda não tinha confirmado, até o momento da entrevista, se alguém foi atingido pelos tiros.

O delegado afirmou que possíveis vítimas podem não ter procurado as autoridades por também estarem envolvidas com atividades criminosas, o que, segundo ele, contribui para a subnotificação desse tipo de ocorrência.

Policial perseguiu suspeitos

Após os disparos, o grupo deixou o local e iniciou uma fuga. Um policial que passava de motocicleta percebeu a ação e passou a perseguir os suspeitos.

Segundo o delegado, houve troca de tiros entre o policial e os ocupantes do veículo. Durante a fuga, o carro acabou saindo da pista e caindo em uma área de matagal.

Os suspeitos abandonaram o veículo e se dispersaram. As equipes policiais iniciaram as buscas e conseguiram localizar os envolvidos.

Vítima escapou sem ser atingida

O motorista permaneceu dentro do porta-malas durante parte da ação e também durante a perseguição policial. Segundo Eduardo Aquino, ele não foi atingido pelos disparos.

O delegado destacou que a situação poderia ter terminado de forma mais grave, principalmente porque a vítima estava dentro do veículo durante a troca de tiros.

O motorista é pai de família e trabalhava no momento em que foi abordado pelos suspeitos.

Adolescentes já tinham passagens

Eduardo Aquino afirmou que os três adolescentes apreendidos já tinham histórico de envolvimento em atos infracionais e haviam passado por medidas socioeducativas de internação.

"Todos eles têm passagem, todos eles já sofreram medidas socioeducativas de internação, mas continuam nas ruas praticando os mesmos crimes."

Segundo o delegado, outros casos de sequestro de motoristas de aplicativo também já foram registrados na região, embora não necessariamente tenham sido praticados pelos mesmos adolescentes apreendidos nesta ocorrência.

"Esses menores não ficam apreendidos. 30 dias depois, 45 dias depois, às vezes até bem menos, eles estão de volta às ruas e praticando as mesmas práticas criminosas. Isso dificulta muito o nosso trabalho."

Polícia investiga possível reação dos rivais

A investigação também busca esclarecer a motivação do atentado e identificar se houve feridos durante os disparos realizados contra os supostos rivais.

Segundo o delegado, a possibilidade de uma retaliação posterior também preocupa as autoridades, já que integrantes de grupos criminosos envolvidos em confrontos podem não registrar formalmente as ocorrências.

Os suspeitos foram encaminhados para os procedimentos cabíveis. A Polícia Civil continua investigando a participação de cada um no sequestro do motorista, no roubo do veículo e na tentativa de homicídio.

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