SEÇÕES

Motorista que matou vigilante da PF em Teresina estava alcoolizado, diz delegado

O jovem conduzia um carro quando atropelou e matou a vítima na BR-343, em Teresina, no dia 7 de março, conforme as investigações.

João Henrique Campelo de Carvalho e Luciano de Sousa Carvalho | Foto: Reprodução
Siga-nos no

Pouco mais de uma semana após a colisão que matou o vigilante Luciano de Sousa Carvalho, a Polícia Civil do Piauí ainda aguarda o laudo da perícia para solicitar a prisão de João Henrique Campelo de Carvalho. O jovem conduzia um carro quando atropelou e matou a vítima na BR-343, em Teresina, no dia 7 de março, conforme as investigações.

O jovem fugiu após o crime, e se apresentou dias depois. Ele deve ser indiciado por homicídio e omissão de socorro. Em depoimento, João Henrique confessou que estava alcoolizado, conforme a Polícia Civil.

É confesso, inclusive, no consumo de bebida alcoólica, apesar dele tentar diminuir essa quantidade de ingestão de bebida alcoólica, mas passou a madrugada inteira na rua, a madrugada inteira, primeiro no parque de exposição assistindo vaquejada, depois em um bar da zona leste fazendo uso de bebida alcoólica e jantando ou comendo alguma coisa durante a madrugada. A última imagem que a gente tem dele nesse bar foi por volta de quase 5 da manhã, saindo embora para a sua residência e depois às 6h30 já estava na BR colidindo contra a moto do vigilante, disse o delegado Carlos César, da Delegacia de Trânsito.

Leia Mais

Assista à reportagem!

O CRIME

O crime aconteceu nas primeiras horas da manhã de sábado (7), quando Luciano seguia para o trabalho na Sede da Polícia Federal. A vítima foi atingida em cheio pelo carro do suspeito. A motocicleta pegou fogo.

O crime foi registrado por câmeras de monitoramento, que mostram que João Henrique não tinha como não ver Luciano na motocicleta.  A Polícia Rodoviária Federal considerou a manobra de João Henrique como anormal. 

Isso é uma fatalidade, uma irresponsabilidade. Para essa pessoa eu gostaria de um dia poder olhar nos olhos dele. Não sei se humanamente ele vai pagar por isso, não sei. Mas eu queria que ele sentisse o remorso, ele sentisse um pouquinho da dor, ele conhecesse a dor que eu estou sentindo. Foi uma coisa que eu nunca mais vou ter, disse Camilla Karollyne Oliveira Brito, viúva de Luciano.

Luciano de Sousa Carvalho fazia o mesmo percurso há anos. Ele deixou esposa e duas filhas.

Assista à entrevista com a viúva!

O QUE DIZ O OUTRO LADO?

Segundo a defesa, João Henrique é auxiliar de mecânico, e saiu de casa na manhã de sábado para ir até uma churrascaria, onde havia jantado, porque acreditava ter esquecido a carteira no local. Ainda de acordo com o advogado, foi durante o trajeto que ocorreu o acidente. 

Ressalta-se que João Henrique encontra-se profundamente abalado com toda a situação. Trata-se de um jovem que jamais se envolveu em qualquer tipo de delito, nunca respondeu a processo e sequer havia estado anteriormente em uma delegacia de polícia. Assim, por orientação técnica e em respeito ao devido processo legal, a defesa limitará suas manifestações aos autos do procedimento, diz a nota da defesa enviada à reportagem. 

Confira a nota completa!

O escritório, Yuri Cavalcante Advocacia, manifesta, primeiramente, sua mais profunda solidariedade aos familiares e amigos da vítima, diante da tragédia ocorrida na BR-343, reconhecendo o momento de dor e consternação que envolve todos os afetados por esse lamentável acontecimento. 

A defesa informa que o investigado João Henrique, de 21 anos de idade, apresentou-se espontaneamente à autoridade policial, acompanhado de seu advogado, para prestar os devidos esclarecimentos acerca dos fatos. Após ser ouvido, foi liberado, permanecendo o procedimento em regular apuração pelas autoridades competentes. 

Ressalta-se que João Henrique encontra-se profundamente abalado com toda a situação. Trata-se de um jovem que jamais se envolveu em qualquer tipo de delito, nunca respondeu a processo e sequer havia estado anteriormente em uma delegacia de polícia. 

Assim, por orientação técnica e em respeito ao devido processo legal, a defesa limitará suas manifestações aos autos do procedimento. 

Esclarece-se, ainda, que João Henrique permanece à inteira disposição da autoridade policial, bem como do Poder Judiciário, para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários no curso da apuração. 

Por fim, a defesa agradece o espaço concedido pela imprensa e permanece à disposição para eventuais esclarecimentos institucionais que se façam necessários, sempre dentro dos limites legais e processuais.

Tópicos
Carregue mais
Veja Também