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MP recorre de liberdade de motorista e defende júri popular por morte de estudante em Picos

Órgão defende que condutor embriagado e sem CNH seja julgado pelo Tribunal do Júri por homicídio doloso após acidente na BR-316

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  • O Ministério Público do Piauí recorreu da decisão que concedeu liberdade provisória a Evanildo Estevam de Moura.
  • Evanildo é apontado como responsável pelo acidente que vitimou o estudante Emerson de Jesus Moura Moreira, de 21 anos.
  • O Ministério Público defende que o caso seja julgado pelo Tribunal do Júri por homicídio doloso com dolo eventual.
  • Evanildo foi preso em flagrante após a colisão e dirigia embriagado sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Emerson de Jesus Moura Moreira | Foto: Reprodução
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O Ministério Público do Piauí (MPPI) recorreu da decisão que concedeu liberdade provisória ao motorista Evanildo Estevam de Moura. Ele é apontado como responsável pelo acidente que vitimou o estudante de Direito Emerson de Jesus Moura Moreira, de 21 anos. Além disso, o órgão defende que o caso seja julgado pelo Tribunal do Júri.

O QUE ACONTECEU?

O caso ocorreu na BR-316, em Picos, na última terça-feira (26). Evanildo Estevam de Moura foi preso em flagrante após a colisão e, segundo o MPPI, dirigia embriagado e sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O órgão havia requerido a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, mas o pedido foi indeferido.

Diante disso, foi concedida liberdade provisória mediante pagamento de fiança no valor de 100 salários mínimos, equivalente a cerca de R$ 162 mil. O Ministério Público então entrou com recurso no Tribunal de Justiça do Piauí.

A PRF informou que o teste do bafômetro de Evanildo apontou teor alcoólico de 1,08 mg/L, valor acima do limite que configura crime de trânsito. O órgão sustenta que a gravidade do caso ultrapassa um crime culposo de trânsito e destacou os seguintes agravantes:

  • elevadíssimo grau de embriaguez;

  • condução de veículo em rodovia federal;

  • ausência de habilitação legal;

  • efetiva produção do resultado morte.

Segundo o MPPI, os indícios apontam para homicídio doloso com dolo eventual, quando o motorista assume o risco de causar a morte. Com isso, o órgão defende que o caso seja julgado pelo Tribunal do Júri.

Além disso, o Ministério Público destacou que a manutenção da liberdade do investigado compromete a ordem pública diante da extrema periculosidade da conduta.

O ACIDENTE

O estudante de Direito Emerson de Jesus Moura Moreira morreu após um acidente entre uma motocicleta e um carro na BR-316, em Picos. Emerson morreu ainda no local.

Informações preliminares apontam que Emerson teria iniciado, no dia anterior ao acidente, o trabalho como motociclista por aplicativo.

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