A operação, deflagrada na última sexta-feira (10), contra um esquema de estelionato qualificado por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro envolvendo a empresa DF Group, precisou ser antecipada após as forças de segurança receberem informações de que investidores não conseguiam mais contato com o CEO da empresa, Douglas Fonseca.
À Rede Meio Norte, o delegado Matheus Zanatta, superintendente de Operações Integradas (SOI) da Secretaria de Segurança Pública do Piauí, afirmou que a ação ocorreu antes do previsto porque Douglas Fonseca deixou de responder aos investidores.
Essa operação era para ser essa semana, no entanto, eh, nós antecipamos, antecipamos, pois nós recebemos a informação de que o Douglas não estava mais mais atendendo os investidores, né? Nós não sabemos se ele iria fugir, mas nós estávamos sabendo, sabendo que ele não estava mais atendendo os os investidores, por isso que nós deflagramos essa operação na última sexta-feira, disse.
INVESTIGAÇÕES
As investigações começaram há cerca de 30 dias, após vítimas denunciarem investimentos na DF Group com a promessa de rendimento de 10% ao mês. O delagado afirmou que durante a apuração, a polícia constatou que a empresa não possuía autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para atuar no mercado financeiro.
Além disso, a policia aponta que em dois anos, a empresa movimentou cerca de R$ 100 milhões. Segundo Zanatta, Douglas ostentava nas redes sociais carros importados, relógios de alto valor e viagens internacionais para atrair novos investidores.
OPERAÇÃO
Durante a operação, diversos bens foram apreendidos, incluindo uma Porsche avaliada em cerca de R$ 500 mil. A Justiça também determinou a suspensão das atividades financeiras da DF Group, a exclusão das redes sociais da empresa e dos investigados, além do bloqueio de ativos financeiros.
Dos 12 alvos da operação, dez foram presos durante a ação, um se apresentou posteriormente e outro, identificado como Tharsio Moura Soares de Gusmão, segue foragido. Todos os presos tiveram a prisão mantida em audiência de custódia.
Desde a deflagração da operação, na última sexta-feira (10), novos boletins de ocorrência também foram registrados contra a empresa.