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Operação da PF mira seis suspeitos no Piauí e Maranhão por fraude milionária no INSS

Mandados foram cumpridos em cidades do Maranhão e no Piauí contra suspeitos de envolvimento em esquema que teria causado prejuízo milionário à Previdência Social

Polícia Federal (PF) | Foto: Reprodução
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A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (8), a Operação Recidiva, com o objetivo de combater fraudes contra o sistema previdenciário. Ao todo, seis pessoas foram alvo de mandados de prisão temporária, além do cumprimento de ordens judiciais de busca e apreensão em cidades do Piauí e do Maranhão.

A ação foi coordenada no Maranhão, com apoio da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social, do Ministério da Previdência Social e da Coordenação-Geral de Apuração e Cobrança Administrativa de Benefícios do INSS. Os mandados foram cumpridos em Parnaíba, no Piauí, além de São Luís, Barreirinhas e Tutóia, no Maranhão.

Segundo a Polícia Federal, a investigação é um desdobramento da Operação Transmissão Fraudulenta, deflagrada anteriormente, que identificou a atuação de um grupo criminoso responsável por inserir vínculos empregatícios inexistentes em sistemas federais para viabilizar a concessão indevida de benefícios previdenciários.

Polícia Federal (Foto: Reprodução/ PF)

Como funcionava o esquema investigado?

De acordo com as apurações, nesta fase da investigação foram identificados intermediários responsáveis por atrair interessados nos benefícios irregulares, além de suspeitos que atuariam diretamente na viabilização das concessões fraudulentas.

Ainda conforme a PF, o prejuízo estimado com a concessão de pelo menos 50 benefícios já identificados chega a aproximadamente R$ 4,6 milhões.

Ao todo, 32 policiais federais participaram da operação, que cumpriu oito mandados de busca e apreensão e seis de prisão temporária, expedidos pela 2ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Maranhão. Também foram autorizadas medidas como quebra de sigilos bancário e fiscal, além do bloqueio de valores e arresto de bens dos investigados.

Caso as suspeitas sejam confirmadas, os envolvidos poderão responder por crimes como estelionato majorado contra o INSS, associação criminosa, falsificação de documento público, falsidade ideológica, falsa identidade, inserção de dados falsos em sistemas de informação e lavagem de dinheiro.

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