A operação que apreendeu cerca de 100 quilos de drogas em Caxias, no Maranhão, teve uma intensa troca de tiros entre policiais e suspeitos. De acordo com o coordenador do Denarc, Samuel Silveira, o confronto ultrapassou a marca de 100 disparos.
Segundo o delegado, os suspeitos reagiram à presença das equipes e fugiram para uma área de mata após o confronto.
“Houve essa troca de tiros, com mais de 100 disparos efetuados entre a polícia e os traficantes. Eles acabaram se evadindo para uma região de mata. Fizemos incursões, inclusive com apoio de helicóptero, mas a área é muito fechada e não foi possível realizar a captura nesse momento”, afirmou.
O comandante do BEPI, Alves, destacou que, mesmo após o confronto, as equipes seguem em diligência na região para tentar localizar os suspeitos.
“Houve fuga após o confronto, mas estamos com equipes posicionadas no local e vamos manter o acompanhamento durante a noite e o dia seguinte, dando continuidade às buscas para capturar esses indivíduos”, disse.
Ainda conforme Samuel Silveira, os envolvidos já foram identificados e devem ser alvos de novas medidas judiciais.
A OPERAÇÃO
O delegado Charles Pessoa reforçou que a operação faz parte de um trabalho contínuo e integrado das forças de segurança no combate ao crime organizado.
“Essas ações são fruto de um trabalho planejado e integrado, que tem permitido grandes apreensões e impedido que esses entorpecentes cheguem às residências no Piauí”, pontuou.
Esquema de armazenamento e distribuição
As investigações apontam que a área onde ocorreu a operação funcionava como ponto estratégico do Bonde dos 40 para armazenamento de drogas. Segundo o delegado Samuel Silveira, os entorpecentes eram mantidos em cidades do Maranhão e transportados diariamente para Teresina.
“Conseguimos identificar que traficantes estavam armazenando a droga em cidades próximas, como Caxias, e realizando o transporte diário para abastecer pontos de venda na capital”, explicou.
Durante a ação, a droga foi encontrada enterrada em tonéis, além da apreensão de armas de grosso calibre e equipamentos utilizados no monitoramento da área. As investigações continuam para identificar outros envolvidos no esquema.