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Padre piauiense excomungado diz que foi advertido por recriminar rituais de macumba

Religioso do DF expulso pelo Vaticano divulgou carta aberta aos católicos de Brasília

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  • Padre Françoá Rodrigues, excomungado pela Igreja Católica, divulgou carta aberta criticando hierarquia e contestando sua excomunhão.
  • Arquidiocese de Brasília afirma que Vaticano excomungou membros da FSSPX e considera atos do padre como ilícitos e sacramentos inválidos.
  • Padre afirma que denunciou rituais de matriz africana e foi afastado da paróquia após atuar por quatro anos na região de Ceilândia.
  • Na carta, ele reafirma oposição ao Concílio Vaticano II e afirma continuar celebrando missas, considerando a excomunhão inválida.
Françoá Rodrigues Figueiredo Costa | Foto: Reprodução/Redes sociais
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O padre piauiense Françoá Rodrigues Figueiredo Costa, excomungado pela Igreja Católica após se filiar à Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), divulgou na quinta-feira (16) uma carta aberta aos católicos de Brasília em que critica integrantes da hierarquia da Igreja e contesta a decisão que resultou em sua excomunhão.

No documento, o sacerdote afirma ter sido advertido por denunciar a realização de rituais de matriz africana em igrejas da Arquidiocese de Brasília e também menciona casos de abusos sexuais envolvendo membros do clero.

Arquidiocese mantém posicionamento oficial

Em nota, a Arquidiocese de Brasília informou que seu posicionamento permanece o mesmo da Nota Pastoral sobre a denominada "Capela Santo Atanásio" e o Revdo. Pe. Françoá Rodrigues Figueiredo Costa, publicada em seu site oficial.

Segundo a arquidiocese, o Vaticano decretou, em 2 de julho, a excomunhão dos envolvidos nas ordenações episcopais realizadas em 1º de julho pela Fraternidade Sacerdotal São Pio X sem autorização do papa. Como o padre Françoá declarou adesão à Fraternidade em abril de 2025, passou a ser considerado em situação de cisma e excomunhão.

A nota afirma ainda que os atos ministeriais praticados pelo sacerdote são considerados ilícitos e que os sacramentos da confissão e do matrimônio celebrados por ele são inválidos. A Arquidiocese também orienta que os fiéis não participem de celebrações e atividades promovidas pela denominada Capela Santo Atanásio, por entender que elas não estão em comunhão com o papa nem com o arcebispo de Brasília.

Conteúdo da carta

Na carta, Françoá Rodrigues afirma considerar inválida a excomunhão e informa que continua celebrando missas.

O sacerdote relata que, durante seus 22 anos de ministério, entrou em conflito com bispos e padres em defesa do que considera a doutrina católica. Ele cita um episódio de setembro de 2022, quando denunciou a realização de rituais de matriz africana em uma paróquia de Sobradinho e na Catedral de Brasília.

Segundo ele, após a repercussão de um vídeo sobre o caso, a Arquidiocese determinou a retirada do conteúdo das redes sociais.

O padre também afirma que, após atuar por quatro anos na Arquidiocese de Brasília e representar os sacerdotes da região de Ceilândia em questões pastorais, foi afastado da Paróquia Senhor Bom Jesus em 2024.

Na carta, Françoá cita exemplos de santos que, segundo ele, enfrentaram autoridades eclesiásticas ao longo da história e reafirma sua oposição a pontos do Concílio Vaticano II, como a liberdade religiosa, o ecumenismo, a reforma da missa e a colegialidade.

(Com informações da CNN Brasil)

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