- Polícia Federal deflagrou Operação Nerovino em Teresina para desarticular organização criminosa envolvida no comércio ilegal de vinhos argentinos.
- Operação cumpriu 25 mandados de busca em 12 municípios, incluindo Curitiba, Niterói e Brasília, para apreender bens suspeitos.
- Justiça Federal determinou sequestro de veículos e imóveis vinculados aos investigados para impedir dissolução de patrimônio criminoso.
- Investigações revelaram uso de terceiros e documentos falsos para ocultar origem de bens e dificultar fiscalização.
- Operação teve início após apreensão de 4.200 garrafas de vinho em depósito na Região Metropolitana de Curitiba.
A Polícia Federal deflagrou, em Teresina (PI), a Operação Nerovino para desarticular uma organização criminosa suspeita de importar ilegalmente vinhos argentinos, armazenar e distribuir as bebidas no Brasil e comercializá-las sem o pagamento dos tributos federais.
A Operação Nerovino cumpriu, além de Teresina, 25 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 23ª Vara Federal de Curitiba, nos municípios de Curitiba, São José dos Pinhais, Pinhais, Fazenda Rio Grande, Ampére, Foz do Iguaçu e Umuarama (PR); Volta Redonda, Campos dos Goytacazes e Niterói (RJ); Goiânia e Rio Verde (GO); Vila Velha e Vitória (ES); e Brasília (DF).
Além das buscas, a Justiça Federal determinou o sequestro de veículos e imóveis vinculados aos investigados, como medida destinada a impedir a dissipação de patrimônio supostamente adquirido com recursos provenientes das atividades criminosas.
As investigações identificaram indícios de que bens eram registrados em nome de familiares e terceiros, com o objetivo de ocultar seus verdadeiros proprietários e dificultar a atuação dos órgãos de fiscalização e persecução penal.
A operação contou ainda com o apoio da Receita Federal em um dos alvos investigados, onde havia suspeita da existência de depósito de mercadorias estrangeiras irregularmente introduzidas no país.
As investigações tiveram início após uma ação policial que resultou na apreensão de, aproximadamente, 4.200 garrafas de vinho de origem estrangeira em um depósito localizado na Região Metropolitana de Curitiba.
Segundo as investigações, o grupo introduzia irregularmente vinhos argentinos no Brasil e realizava o transporte e a distribuição a revendedores situados em diversos estados, bem como utilizava empresas de fachada, contas bancárias de terceiros e emissão de documentos fiscais ideologicamente falsos.
Os investigados poderão responder, conforme a participação individual apurada, pelos crimes de descaminho, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e organização criminosa.