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PF prende Gabriel Tenório em operação contra desvio de recursos no Maranhão

Ex-secretário adjunto da Secap é investigado por financiamento ilícito em campanhas de 2024; prisão ocorreu por posse ilegal de arma

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  • Ex-Secretário Adjunto da SECAP, Gabriel Tenório, foi preso na operação Arthros pela Polícia Federal.
  • Tenório é investigado por desvio de recursos públicos e financiamento ilícito de campanhas eleitorais no Maranhão.
  • A operação apontou um esquema que utilizava empresas de fachada, contratos simulados e notas fiscais frias para esconder a origem dos recursos públicos.
  • Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e bloqueado R$ 2 milhões em bens dos investigados.
Gabriel Tenório | Foto: Reprodução\Redes sociais
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O Ex-Secretário Adjunto da SECAP, Gabriel Tenório, foi preso nesta quinta-feira (21), no âmbito da operação Arthros, deflagrada pela Polícia Federal. Gabriel é aliado do deputado federal Rubens Júnior (PCdoB), filho de Rubens Pereira, um dos alvos da ação.

A prisão se deu pelo porte ilegal de arma de fogo. Tenório também é investigado por desvio de recursos públicos e financiamento ilícito de campanhas eleitorais nas eleições municipais de 2024, no Maranhão.

CRIME

De acordo com as informações da PF, as investigações apontaram um esquema articulado, que se utilizava de empresas de fachada, contratos simulados e notas fiscais frias para esconder a origem dos recursos públicos, que eram captalizados para as campanhas eleitorais. O grupo também operava por meio de contas bancárias de terceiros e realizava saques em espécie e transferênias fracionadas, prática típica de lavagem de dinheiro destinada a dificultar o rastreamento das operações.

Nos 15 dias anteriores às eleições municipais de 2024 foram movimentados mais de R$ 1,9 milhão. Desse total, mais de R$ 1,2 milhão teriam sido destinados a candidatos e intermediários. Os investigadores apontam suspeitas de que parte relevante desses recursos tenha sido desviada de contratos públicos para financiar atividades eleitorais.

As apurações indicam que os suspeitos atuavam de forma articulada, participando da definição dos montantes repassados, da escolha dos destinatários e da execução das transferências. Segundo os investigadores, o grupo teria operado uma estrutura paralela voltada ao financiamento eleitoral irregular.

Até agora, candidatos de diferentes municípios maranhenses foram identificados como possíveis beneficiários do esquema. As transferências eram realizadas de maneira fragmentada e, em alguns casos, com a utilização de terceiros, o que, conforme a investigação, pode ter sido uma estratégia para ocultar o destino final dos recursos.

Por decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão. A Justiça também autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático dos investigados, determinou o afastamento de quatro servidores públicos e o bloqueio de bens no valor de R$ 2 milhões.

As ações ocorreram nos municípios de São Luís, Paço do Lumiar, Barreirinhas, Codó e Matões, no Maranhão, além de Teresina, no Piauí.

Conforme os órgãos responsáveis pela investigação, as medidas têm como objetivo ampliar a coleta de provas, dimensionar o alcance do suposto esquema, recuperar valores eventualmente desviados e impedir a continuidade das irregularidades.

Os investigados poderão ser responsabilizados por crimes como caixa dois eleitoral, corrupção eleitoral, lavagem de dinheiro, organização criminosa, delitos contra a administração pública e desvio de recursos públicos, além de outras infrações relacionadas ao caso.

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