- O Piauí atingiu 20 municípios com 100% de crianças alfabetizadas na idade certa em 2025, segundo dados do MEC.
- O PPAIC contribuiu para aumento de 25 pontos nos indicadores de alfabetização em três anos, elevando o estado da 10ª para a 4ª posição nacional.
- O Piauí recebeu o Selo Ouro do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada em março de 2026, com 77% das crianças alfabetizadas na idade certa.
- O programa também ampliou políticas para primeira infância e educação infantil, com parcerias e ações voltadas à segurança escolar e prevenção de riscos.
O Piauí alcançou a marca de 20 municípios com 100% das crianças alfabetizadas na idade certa, conforme dados do Indicador Criança Alfabetizada (ICA) de 2025, do Ministério da Educação (MEC). O resultado é atribuído às ações do Programa Piauiense de Alfabetização na Idade Certa (PPAIC), que reúne iniciativas de formação de professores, avaliação da aprendizagem e acompanhamento pedagógico nas redes municipais de ensino.
Foto: Ascom Seduc
Em 2026, o estado intensificou as estratégias voltadas à alfabetização infantil, com foco no desenvolvimento da leitura, da escrita e do letramento matemático. As ações também incluem incentivo à literatura infantil, inclusão, equidade e fortalecimento da gestão educacional.
Coordenado em parceria com os 224 municípios piauienses, o programa contribuiu para um crescimento de 25 pontos nos indicadores de alfabetização em três anos. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em 2025, o Piauí passou da 10ª para a 4ª posição no ranking nacional de alfabetização na idade certa.
Foto: Letícia Santos
Piauí recebe reconhecimento nacional pela alfabetização
Em março de 2026, o estado recebeu o Selo Ouro do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, durante cerimônia realizada no Palácio do Planalto, em Brasília. O reconhecimento ocorreu em um cenário no qual mais de 77% das crianças piauienses estavam alfabetizadas na idade certa.
Segundo o secretário de Estado da Educação, Rodrigo Torres, os resultados refletem o trabalho conjunto entre o governo estadual, as prefeituras e os profissionais da educação.
“São estratégias desenhadas para garantir que todas as nossas crianças sejam alfabetizadas até o final do 2º ano do ensino fundamental. Tudo isso a partir da formação de professores, do regime de colaboração com os municípios e do desenvolvimento das competências de leitura, escrita e letramento matemático”, explicou.
A coordenadora municipal do PPAIC em Nossa Senhora de Nazaré, Marlene Fortes, também destacou a importância da cooperação entre as redes de ensino para melhorar a aprendizagem dos estudantes.
De acordo com ela, o acompanhamento das atividades pedagógicas, o suporte aos professores e o diálogo com as equipes gestoras têm contribuído para os avanços registrados no município.
A professora Maria Lopes, que leciona no 2º ano do ensino fundamental em Sigefredo Pacheco, ressaltou o impacto das formações continuadas oferecidas pelo programa na rotina escolar.
Segundo a docente, as sequências didáticas orientadas pelo PPAIC ajudam a organizar o planejamento das aulas, estabelecer objetivos de aprendizagem e respeitar o nível de desenvolvimento de cada criança.
Programa também fortalece a primeira infância
Além das ações de alfabetização, o Piauí ampliou as políticas voltadas ao desenvolvimento infantil. Em abril de 2023, o PPAIC passou a atuar em articulação com o programa Pacto pelas Crianças do Piauí, incorporando iniciativas destinadas à primeira infância, de 0 a 3 anos, e ao fortalecimento da pré-escola, voltada às crianças de 4 e 5 anos.
Em fevereiro de 2026, o governo estadual também assinou um Termo de Cooperação com a Coalizão pela Pré-Escola, com o objetivo de ampliar as ações direcionadas à educação infantil.
Outra iniciativa é o programa Defesa Civil na Escola, lançado em outubro de 2025. A proposta busca promover ambientes escolares mais seguros e preparar estudantes e profissionais da educação para prevenir riscos e lidar com situações de emergência e desastres.
As atividades envolvem alunos das redes estadual e municipal, além de professores, familiares e outros integrantes da comunidade escolar. A iniciativa pretende estimular a cultura de prevenção desde a infância e contribuir para a construção de ambientes de aprendizagem mais seguros e resilientes.