- Três cidades do Piauí tiveram Estado de Emergência Fitossanitária decretado por causa da mosca-branca-do-cajueiro.
- A medida, assinada pelo governador Rafael Fonteles, terá duração de 120 dias e foi publicada no Diário Oficial nesta sexta-feira.
- Os municípios afetados são Santo Antônio de Lisboa, Francisco Santos e Monsenhor Hipólito, no Sul do Piauí.
- A confirmação dos focos foi feita por levantamentos da Adapi entre os dias 10 e 22 de agosto.
- O decreto autoriza o diretor da Adapi a expedir diretrizes para combater a praga, conforme orientações oficiais.
Três cidades do Piauí tiveram Estado de Emergência Fitossanitária decretado devido à ocorrência de focos da mosca-branca-do-cajueiro. A medida, assinada pelo governador Rafael Fonteles, terá duração de 120 dias. Segundo o documento, o inseto é uma das pragas mais destrutivas para a cajucultura.
A decisão foi publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (18), no Decreto nº 24.737, de quinta-feira (17), e terá duração de 120 dias. Os municípios são Santo Antônio de Lisboa, Francisco Santos e Monsenhor Hipólito, no Sul do Piauí.
A confirmação da presença dos focos foi feita com base em levantamentos fitossanitários realizados pela Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Piauí (Adapi) entre os dias 10 e 22 de agosto.
A medida ainda considerou a necessidade imediata de aplicação de medidas específicas para contenção e eliminação da praga, além de impedir sua disseminação para outras áreas do estado.
“Art. 2º Fica o Diretor Geral da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Piauí – ADAPI autorizado a expedir diretrizes e medidas para combater a praga, desde que evidenciados por órgãos oficiais de pesquisa”, diz um trecho do decreto.
EMERGÊNCIA
O decreto entrou em vigor na data de sua publicação. A mosca-branca-do-cajueiro pode atacar plantas de caju e causar prejuízos à produção agrícola. Conforme a Embrapa, os sintomas característicos da planta atacada são a presença de colônia de insetos na parte inferior da folha (envolvidos por secreção pulverulenta branca) e a ocorrência de fumagina, de acordo com a severidade do ataque.
Ao longo do seu desenvolvimento, a mosca-branca-do-cajueiro excreta uma secreção açucarada que se deposita nas folhas baixeiras. Nessa secreção, denominada “mela”, com as condições climáticas favoráveis, desenvolvem-se colônias de fungos de cor negra (fumagina) que recobrem toda a face dorsal da folha. Em consequência, a fotossíntese da planta fica bastante prejudicada, ocasionando o seu esgotamento e uma baixa produção de castanha, podendo causar até a morte da planta, destacou o documento da Embrapa.