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Piauí não investiria R$ 500 milhões por ano sem empréstimos, diz secretário da Fazenda

Emílio Júnior defende operações de crédito e afirma que Piauí segue dentro dos limites de endividamento

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  • O secretário da Fazenda do Piauí, Emílio Júnior, afirmou que o Estado não conseguiria manter o atual ritmo de investimentos em infraestrutura sem recursos de crédito.
  • As operações de crédito têm sido fundamentais para viabilizar obras e ampliar a capacidade de investimento do governo, segundo Emílio Júnior.
  • O secretário defendeu que o uso de financiamentos é necessário para sustentar grandes investimentos em infraestrutura, pois a arrecadação própria do Estado não seria suficiente.
  • As operações de crédito permitem acelerar a execução de obras e gerar retorno econômico antes que os recursos fossem acumulados apenas por meio da arrecadação estadual, segundo Emílio Júnior.
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O secretário da Fazenda do Piauí, Emílio Júnior, afirmou nesta segunda-feira (1º) que o Estado não conseguiria manter o atual ritmo de investimentos em infraestrutura caso dependesse exclusivamente de recursos do Tesouro Estadual. Segundo ele, as operações de crédito têm sido fundamentais para viabilizar obras e ampliar a capacidade de investimento do governo.

Em entrevista ao programa Agora, da TV Meio Norte, o secretário comentou a situação fiscal do Estado, a possibilidade de contratação de novos empréstimos e os limites legais para operações de crédito.

Limitações do caixa estadual

Ao defender a utilização de financiamentos para execução de obras públicas, Emílio Júnior destacou que a arrecadação própria do Estado não seria suficiente para sustentar grandes investimentos em infraestrutura.

No momento que a gente tem um tesouro com a capacidade de recursos muito limitada, se a gente deixasse para fazer investimento em infraestrutura do Piauí só com recurso do tesouro, não chegaria a investir 500 milhões por ano, praticamente.

Segundo o secretário, a estratégia adotada pelo governo busca antecipar investimentos considerados importantes para o desenvolvimento do Estado, especialmente em áreas como mobilidade, logística e infraestrutura.

Emílio Júnior, secretário de Fazenda do Píauí, no Jogo do Poder | Foto: Apoliana Oliveira

Defesa das operações de crédito

Durante a entrevista, Emílio Júnior afirmou que as operações de crédito permitem acelerar a execução de obras e gerar retorno econômico antes que os recursos fossem acumulados apenas por meio da arrecadação estadual.

Nós entendemos, e o governador Rafael também entende, que se você pega uma operação de crédito e faz um investimento dela, o investimento é antecipado, a obra sai e o retorno acontece. A preocupação que sempre existe é se o governo não está se endividando a ponto de entrar em uma quebradeira. Mas existe garantia da união, porque se o estado não pagar, a união paga, com isso a taxa de juros diminui.

O secretário ressaltou que a contratação de empréstimos segue regras estabelecidas pelo governo federal e por órgãos de controle, o que impõe limites ao endividamento dos estados.

Limites para novos empréstimos

Ao comentar a capacidade atual do Piauí para contratar financiamentos, Emílio explicou que a legislação estabelece um teto para operações de crédito com base na Receita Corrente Líquida do Estado.

Durante o ano do exercício, o estado não pode pegar mais que 16% de crédito da sua receita líquida, em torno de 2,9 bilhões de reais. Se o estado quiser fazer 5 bilhões de operações de crédito no Piauí neste momento, não tem, porque a gente tem que respeitar esses 16%.

De acordo com o secretário, os investimentos financiados por operações de crédito devem permanecer dentro desse limite legal, o que, segundo ele, garante equilíbrio fiscal e capacidade de pagamento ao Estado.

Como o estado só pode se comprometer com em torno de 3 bilhões, os investimentos para o Piauí devem ficar nessa casa dentro do limite dos 16%.

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