O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) no Piauí deve receber cerca de R$ 10 milhões em investimentos do Governo Federal para ampliar a compra de produtos da agricultura familiar no estado. Os recursos serão utilizados para fortalecer ações de segurança alimentar e abastecer entidades da rede socioassistencial.
A definição da parceria ocorreu durante reunião entre a secretária da Agricultura Familiar do Piauí, Rejane Tavares, e a secretária de Segurança Alimentar do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Lilian Rahal.
Como funciona?
No estado, o programa é executado pela Secretaria da Agricultura Familiar (SAF) e funciona por meio da compra direta de alimentos produzidos por agricultores familiares. Esses produtos são posteriormente destinados a instituições que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade social.
Entre os locais beneficiados estão Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), cozinhas solidárias e outras entidades assistenciais.
De acordo com o governo, os recursos serão aplicados na aquisição de alimentos in natura e processados, além de leite e produtos derivados do trabalho das quebradeiras de coco babaçu.
A secretária de Segurança Alimentar do MDS, Lilian Rahal, destacou que a iniciativa reforça as políticas públicas voltadas ao combate à insegurança alimentar.
Segundo ela, a ampliação do programa permite que mais alimentos da agricultura familiar cheguem a entidades sociais:
“A gente vai ter leite circulando e alimentos produzidos pela agricultura familiar chegando em diversas instituições. O objetivo é manter o compromisso de garantir segurança alimentar para a população”, afirmou.
Já a secretária da Agricultura Familiar do Piauí, Rejane Tavares, ressaltou que o investimento também deve gerar impacto positivo na renda das famílias agricultoras. De acordo com ela, a ampliação dos recursos permitirá atender mais grupos sociais e ampliar o número de cozinhas solidárias beneficiadas, além de fortalecer programas como o PA Leite, voltado à distribuição de leite para pessoas em situação de vulnerabilidade.
“Isso garante alimento para crianças, idosos e gestantes, além de apoiar comunidades que dependem dessas ações”, explicou.
A secretária também destacou que a medida amplia as oportunidades para agricultores familiares participarem do programa e aumenta o número de comunidades atendidas em diferentes regiões do estado.