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Piauí registra 744 pessoas desaparecidas em 2025, aponta Ministério da Justiça

A maioria dos desaparecidos é formada por homens e adultos, e o total representa aumento de 20,78% em relação a 2024.

Sede do Ministério da Justiça | Foto: Reprodução
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O Piauí registrou 744 pessoas desaparecidas em 2025, média de dois casos por dia, segundo dados do Ministério da Justiça — o quinto maior número do Nordeste. Fevereiro e maio lideraram os registros, com 71 ocorrências cada. A maioria dos desaparecidos é formada por homens e adultos, e o total representa aumento de 20,78% em relação a 2024.

Dados nacionais

Somente no ano passado, mais de 84 mil pessoas desapareceram, considerando todas as faixas de idade. É o maior número de registros desde o início da série histórica do Painel, que iniciou em 2015, e supera os índices registrados antes da pandemia de Covid-19.

A taxa nacional de pessoas desaparecidas em 2025, independentemente da idade, foi de 39 casos a cada 100 mil habitantes, considerando os registros consolidados ao longo do ano. 

Veja o ranking por estado:

  • São Paulo: 20.546 casos (taxa por 100 mil habitantes: 44,59 desaparecidos)
  • Minas Gerais: 9.139 casos (taxa: 42,72 desaparecidos)
  • Rio Grande do Sul: 7.611 casos (taxa: 67,75 desaparecidos)
  • Paraná: 6.455 casos (taxa: 54,29 desaparecidos)
  • Rio de Janeiro: 6.331 casos (taxa: 36,76 desaparecidos)
  • Santa Catarina: 4.317 casos (taxa: 52,73 desaparecidos)
  • Bahia: 3,929 casos (taxa: 26,42 desaparecidos)
  • Goiás: 3.631 casos (taxa: 48,91 desaparecidos)
  • Pernambuco: 2.745 casos (taxa: 28,71 desaparecidos)
  • Ceará: 2.578 casos (taxa: 27,81 desaparecidos)
  • Espírito Santo: 2.421 casos (taxa: 58,66 desaparecidos)
  • Distrito Federal: 2.235 casos (taxa: 74,58 desaparecidos)
  • Mato Grosso: 2.112 casos (taxa: 54,24 desaparecidos)
  • Pará: 1.238 casos (taxa: 14,21 desaparecidos)
  • Maranhão: 1.182 casos (taxa: 16,84 desaparecidos)
  • Rondônia: 1.018 casos (taxa: 58,11 desaparecidos)
  • Amazonas: 982 casos (taxa: 22,72 desaparecidos)
  • Paraíba: 929 casos (taxa: 22,31 desaparecidos)
  • Rio Grande do Norte: 775 casos (taxa: 22,43 desaparecidos)
  • Piauí: 744 casos (taxa: 21,98 desaparecidos)
  • Alagoas: 729 casos (taxa: 22,63 desaparecidos)
  • Sergipe: 728 casos (taxa: 31,66 desaparecidos)
  • Tocantins: 609 casos (taxa: 38,38 desaparecidos)
  • Roraima: 577 casos (taxa: 78,1 desaparecidos)
  • Acre: 413 casos (taxa: 46,7 desaparecidos)
  • Amapá: 408 casos (taxa: 50,59 desaparecidos)
  • Mato Grosso do Sul: 378 casos (taxa: 12,92 desaparecidos)

PAINEL

Os dados vêm do painel oficial de Pessoas Desaparecidas e Localizadas, alimentado pelos órgãos de segurança dos estados e do DF. O levantamento mostra que, entre crianças e adolescentes desaparecidos, mais de 60% são meninas, enquanto no total geral a maioria é de homens, com 59% dos casos. Segundo Siennes, a diferença é relevante para análise de políticas públicas, mas ainda não há explicação para essa disparidade.

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