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Piauiense é eleita Personalidade do Ano de 2026 por entidade britânica

Joanna Darck Carola Correia Lima nasceu no Piauí, integrou equipe ligada a vencedor do Nobel de Medicina e receberá homenagem em novembro, no Rio de Janeiro.

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  • Pesquisadora piauiense Joanna Darck Carola Correia Lima eleita Personalidade do Ano de 2026 pela Britcham.
  • Reconhecimento será concedido em 26 de novembro no Palácio Guanabara, no Rio de Janeiro.
  • Formada em Ciências Biológicas pela UFPI, integrou equipe de Peter Ratcliffe, vencedor do Nobel de Medicina.
  • Joanna destaca importância da educação pública e bolsas de estudo na sua trajetória científica.
  • Atualmente trabalha como pesquisadora e orientadora na Faculdade de Medicina da USP.
Piauiense é eleita Personalidade do Ano de 2026 por entidade britânica | Foto: Arquivo Pessoal
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A pesquisadora piauiense Joanna Darck Carola Correia Lima, de 36 anos, foi eleita Personalidade do Ano de 2026 pela Câmara Britânica de Comércio e Indústria no Brasil (Britcham), entidade que reúne representantes da comunidade empresarial e governamental do Brasil e do Reino Unido. Natural da Cacimba Velha, zona Rural de Teresina, capital do Piauí, ela receberá a homenagem em 26 de novembro, no Palácio Guanabara, no Rio de Janeiro, em uma cerimônia com autoridades brasileiras e britânicas. A cientista é formada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) e integrou a equipe de pesquisa de Peter Ratcliffe, um dos vencedores do Prêmio Nobel de Medicina de 2019.

Pesquisadora se emociona com reconhecimento

Joanna confirmou a premiação nas redes sociais e comemorou o reconhecimento de sua trajetória científica. Em seu relato, ela destacou a importância dos professores, dos estudantes e das pessoas que contribuíram para sua formação.

“Estou sem acreditar. Que felicidade vê a ciência, o trabalho que a gente faz no dia a dia, não só meu, mas dos alunos. Todos que me antecederam, dos meus professores, de todos os conselhos que cada professor me deu pra perseguir, pra estudar, nas dúvidas, nos caminhos. Eu estou realmente muito emocionada”.

Na publicação, a pesquisadora também ressaltou que sua trajetória foi construída com apoio da educação pública e de bolsas de estudo. Filha de mãe solo, ela relatou que enfrentou dificuldades financeiras durante a formação e chegou a vender pudins e roupas para ajudar a família e continuar estudando.

“Sou filha de mãe solo. Venho do Piauí, de um Brasil que muitas vezes precisa lutar muitas vezes mais para ter acesso às mesmas oportunidades. A meritocracia não cabe na minha história”, escreveu.

Da UFPI à Universidade de Oxford

Formada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), Joanna deixou o estado para continuar a formação acadêmica em São Paulo. Durante o mestrado e o doutorado, conquistou bolsas que possibilitaram experiências de pesquisa no exterior.

Após passar três meses nos Estados Unidos, ela conseguiu uma bolsa para atuar na Universidade de Oxford, na Inglaterra, em 2018. A pesquisadora permaneceu no Reino Unido por alguns anos e retornou ao Brasil em 2026, há cerca de sete meses, para dar continuidade às pesquisas e à formação de novos cientistas.

Atualmente, Joanna trabalha como jovem pesquisadora e orientadora na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Piauiense integrou equipe ligada a vencedor do Nobel

Em 2019, Joanna fez parte da equipe do pesquisador Peter Ratcliffe, um dos vencedores do Prêmio Nobel de Medicina daquele ano. O trabalho premiado investigou como as células detectam e se adaptam à disponibilidade de oxigênio no organismo, contribuindo para o entendimento de mecanismos importantes para a saúde humana.

A experiência internacional marcou a trajetória da pesquisadora, que agora pretende ampliar as oportunidades para outros estudantes brasileiros por meio da ciência e da educação.

Pesquisadora defende investimento em educação e ciência

Ao comentar a homenagem, Joanna afirmou que o reconhecimento também representa uma oportunidade de chamar atenção para a importância das universidades públicas, das bolsas de estudo e do financiamento científico.

“É por isso que defendo a educação pública, as universidades, as bolsas de estudo e o investimento em ciência. A educação mudou a minha vida!”, declarou.

A pesquisadora também destacou que deseja que a conquista ultrapasse o âmbito individual e represente as possibilidades abertas pelo investimento na formação de estudantes.

“Que esse reconhecimento não seja apenas uma conquista pessoal, mas também um lembrete do que o Brasil é capaz de produzir quando investe em seu povo”, escreveu.

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