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Piauiense ia para o trabalho quando morreu na troca de tiros entre PM e criminosos em SP

Outra pessoa também morreu na ação e cinco ficaram feridas.

Francisco das Chagas Fontenele | Foto: Reprodução
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O piauiense Francisco das Chagas Fontenele, de 56 anos, seguia para o trabalho quando morreu em uma troca de tiros entre a Polícia Militar de São Paulo e criminosos na região do Capão Redondo, de acordo com o Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Outra pessoa também morreu na ação e cinco ficaram feridas. 

Francisco Fontenele foi atingido na barriga. A outra vítima fatal é Kauã Lima, de 22 anos, que teria sido baleado no peito quando estava no baile funk, de onde partiu a denúncia de perturbação do sossego.

Francisco das Chagas Fontenele e Kauã Lima | FOTO: Reprodução

Um vídeo gravado por familiares e moradores do bairro, e que circula nas redes sociais, mostra o desespero da filha do pedreiro ao contar o que aconteceu: "Não deixa tirar o meu pai aqui! Tá aqui o meu pai. Não querem deixar tirar meu pai daqui. Foi baleado no abdome e simplesmente não deixa retirar o corpo do meu pai daqui pra saber", diz a filha de Francisco sobre os policiais militares que cercavam o corpo dele.

O QUE ACONTECEU?

Segundo a PM, os agentes foram recebidos com tiros de arma de fogo por diversos criminosos quando entraram na comunidade e revidaram os disparos. Durante o tiroteio um dos suspeitos de ter atirado contra os policiais foi atingido.

De acordo com a PM, os agentes patrulhavam a Rua Póvoa de Varzim para atender um chamado envolvendo a realização de "pancadão" no local que estaria incomodando moradores por causa do barulho da música.

Em seguida, segundo a PM, os policiais foram atingidos por tiros dados inicialmente por um homem numa motocicleta com placa adulterada. Ainda de acordo com a corporação, os PMs revidaram os disparos para se defender e ocorreu um tiroteio no local.

O condutor da moto, que estaria levando uma passageira na garupa, abandonou a mulher ferida, e também deixou cair um revólver calibre 32 com numeração raspada, pelo relato dos PMs. A arma e o veículo foram apreendidos. 

INVESTIGAÇÃO

As circunstâncias da intervenção policial serão apuradas por meio de um Inquérito Policial Militar (IPM), instaurado pela corporação. A Polícia Civil também investiga o caso para poder responsabilizar quem disparou contra os PMs e saber se os disparos que atingiram as sete pessoas partiriam dos criminosos, dos agentes ou dois dois.

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