Um policial militar do Piauí foi preso nesta quinta-feira (25), suspeito de integrar uma quadrilha especializada em fraudar concursos públicos. As investigações apuram crimes cometidos nos certames do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) e do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE).
O PM atua na região do município de Paulistana, no Sul do Piauí, e o caso deve ser investigado pela Corregedoria da Polícia Militar do estado.
OPERAÇÃO EM PERNAMBUCO
A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou duas operações, chamadas Kýma e Crivo, nas quais foram cumpridos 37 mandados de busca e apreensão e 11 prisões, envolvendo policiais militares de Pernambuco e do Piauí, além de um guarda municipal.
As ações foram realizadas pela 1ª e 2ª Delegacias de Combate à Corrupção (1ª e 2ª DECCORs/DRACCO). Segundo a polícia, as investigações começaram em 2025 e tiveram como objetivo identificar e desarticular a organização criminosa.
Além dos mandados cumpridos, houve bloqueio de ativos financeiros decretado pela Justiça. As ordens judiciais foram expedidas pelas 15ª e 19ª Varas Criminais do Recife.
INVESTIGAÇÕES
As investigações apontam que os candidatos chegavam a pagar até R$ 70 mil por serviços como cópias de gabaritos, “clones” para realizar provas e uso de dispositivos eletrônicos para burlar detectores de metais.
A policia acredita que a quadrilha atua há cerca de 10 anos, com estrutura hierarquizada e funções bem definidas, incluindo atendimento a clientes, entrega de provas e coordenação pelo líder da organização. As provas do concurso do TJPE de 2025 foram anuladas em janeiro deste ano, após a Polícia Federal confirmar as fraudes.