- Polícia Militar do Piauí detalha atividades de célula do PCC investigada por homicídios em Picos.
- Operação resultou na morte de dois suspeitos em Geminiano após investigações sobre crimes na região.
- Júnior, apontado como executor, foi baleado durante abordagem e não resistiu aos ferimentos.
- Edmilson, responsável por armas e drogas, foi localizado e morto após segundo confronto com policiais.
- Elton Otaviano, líder da célula, continua foragido e é acusado de comandar homicídios em Picos.
A Polícia Militar do Piauí detalhou como funcionava a atuação da célula do Primeiro Comando da Capital (PCC) investigada por homicídios recentes na região de Picos, no Sul do estado. Segundo o coronel Alves e o major Renildo, em entrevista ao MeioNews nesta sexta-feira (28), os integrantes tinham funções distintas dentro do grupo, incluindo execução de rivais, armazenamento de armas e drogas e organização de ações criminosas.
A operação que resultou na morte de dois suspeitos ocorreu na quinta-feira (27), durante diligências na zona rural de Geminiano, após investigações sobre homicídios registrados em Picos. Um terceiro integrante conseguiu fugir e continua sendo procurado pelas forças de segurança.
Polícia aponta funções dentro da célula
De acordo com o coronel Alves, a célula era considerada ativa e teria atuação ligada à chamada “disciplina” da facção, termo usado para se referir a integrantes responsáveis pela execução de rivais.
“Esses indivíduos são os responsáveis pela disciplina, ou seja, aqueles indivíduos que estavam realmente executando os rivais”, afirmou o coronel.
O major Renildo explicou que os integrantes também exerciam funções diferentes dentro da estrutura criminosa. Segundo ele, Francisco César da Silva Alves, conhecido como Júnior, era um dos integrantes que atuavam diretamente na linha de frente, enquanto Edmilson Ulisses dos Santos ficava responsável pela logística.
Suspeito é apontado como executor
Segundo o coronel Alves, Júnior era apontado como o executor dentro da célula e tinha um histórico de envolvimento com atividades criminosas.
O policial afirmou que o suspeito teria demonstrado comportamento considerado violento durante a abordagem. Conforme o relato, ao perceber a chegada das equipes policiais, Júnior teria efetuado disparos contra os agentes, que reagiram.
O suspeito foi baleado durante o confronto e chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
Outro integrante cuidava de armas e drogas
Já Edmilson, segundo o major Renildo, exerceria uma função ligada à logística do grupo, com responsabilidade pelo armazenamento e pela custódia de armas e drogas.
Durante a operação, os policiais apreenderam uma pistola, um revólver, uma espingarda, além de porções de maconha e cocaína.
Edmilson havia conseguido fugir durante o primeiro confronto e se escondido em uma área de mata. Ele foi localizado posteriormente e houve um segundo confronto com os policiais. O suspeito também foi baleado e morreu após ser socorrido.
Um dos líderes segue foragido
O terceiro integrante identificado pela polícia é Elton Otaviano. Segundo o major Renildo, ele seria um dos líderes da célula e teria responsabilidade pela chamada “disciplina” do grupo.
“Ele era um dos cabeças dessa facção, desse grupo, dessa célula”, afirmou o major.
Ainda de acordo com Renildo, Elton é apontado como um dos responsáveis pelas ordens relacionadas aos homicídios registrados recentemente em Picos. O suspeito conseguiu escapar durante o cumprimento dos mandados e fugiu para uma região ainda não localizada pelas equipes.
A Polícia Militar, a Polícia Civil e equipes de inteligência continuam realizando diligências para tentar localizar Elton. As forças de segurança também pedem que a população repasse informações que possam ajudar na localização do suspeito.