O prefeito de Teresina, Silvio Mendes (União Brasil), admitiu falhas na atualização da Planta de Valores Genéricos (PVG), que estava sem correções adequadas desde 2003. Após forte reação dos contribuintes e diálogos com o setor da construção civil e o Tribunal de Contas, o governo recuou na projeção de arrecadação, que caiu de R$ 329 milhões para R$ 204 milhões.
Na prática, o incremento real será de apenas R$ 22 milhões, montante que o gestor classificou como "muito menor do que a necessidade da Prefeitura para fazer o serviço", evidenciando que o valor estabelecido está aquém do ideal para suprir a defasagem histórica da capital.
Em termos de impacto social, a gestão municipal confirmou que os critérios de isenção serão mantidos de forma integrada: quem não paga o IPTU também estará isento da Taxa de Lixo. Atualmente, o cenário tributário de Teresina divide-se entre 119 mil imóveis isentos e 164 mil imóveis pagantes. A medida visa proteger as famílias de baixa renda, enquanto a prefeitura tenta equilibrar as contas públicas diante de um cenário de arrecadação limitado pelo novo ajuste.
Para evitar o aumento da inadimplência e facilitar a vida do cidadão, uma mensagem será enviada à Câmara Municipal em regime de urgência para ampliar as opções de parcelamento. Segundo Silvio Mendes, a intenção é garantir fôlego financeiro "para aquele que não puder pagar, ou perder o aviso", buscando uma solução intermediária após décadas de omissão na atualização dos tributos imobiliários da cidade.