SEÇÕES

Prefeitura terá 30 dias para garantir assistência a indígenas Warao com risco de multa

A Justiça atendeu pedido do MPPI e determinou que o município implemente uma série de medidas; multa diária é de R$ 1 mil.

Ver Resumo
  • MPPI obteve decisão judicial para garantir segurança e acolhimento a indígenas venezuelanos Warao em Teresina.
  • Município terá 30 dias para cumprir exigências e pagar multa diária de R$ 1 mil, até R$ 30 mil.
  • Exigências incluem fornecimento semanal de alimentos e produtos de higiene, manutenção dos abrigos e transporte para equipes.
  • Ação foi movida após investigação revelar falhas no atendimento da Semcaspi, que deixou indígenas sem suporte técnico e alimentação.
  • Associação São Paulo Apóstolo ajudava por conta própria após término da parceria com a prefeitura, sem recursos públicos.
Abrigo em Teresina | Foto: Divulgação/Prefeitura de Teresina
Siga-nos no

O Ministério Público do Piauí (MPPI) conseguiu na quinta-feira (09), uma decisão da Justiça para garantir medidas de segurança e acolhimento aos indígenas venezuelanos da etnia Warao que vivem em abrigos de Teresina.

A gestão municipal terá que cumprir uma série de determinações. Em caso de descumprimento, pagará multa diária de R$ 1 mil, até o limite de R$30 mil. O prazo é de até 30 dias para implantação das ações.

As exigências são:

  •  Deverá entregar alimentos e produtos de higiene toda semana (entidades humanitárias relataram atrasos de até 60 dias na entrega de comida);
  •  Manter a manutenção dos abrigos;
  • Oferecer transporte para as equipes que atendem os indígenas;
  •  Criar ações para ajudar os Warao a conseguir trabalho, já que enfrentam barreiras culturais desde que chegaram ao Piauí.

ENTENDA A AÇÃO

A ação foi movida pela 49ª Promotoria de Justiça depois de uma investigação mostrar falhas no atendimento prestado pela Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi). A decisão é do juiz Litelton Vieira de Oliveira.

Até 2022, a Semcaspi cuidava dos imigrantes em parceria com a Associação Beneficente São Paulo Apóstolo. Mesmo depois que a parceria com a prefeitura acabou, a associação continuou ajudando por conta própria, sem receber recursos públicos. Mas, segundo o MPPI, o apoio da prefeitura parou nesse período, deixando os indígenas sem comida garantida e sem acompanhamento técnico.

Tópicos

VER COMENTÁRIOS

Carregue mais
Veja Também