O presidente eleito do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI), desembargador José Wilson, afirmou, em entrevista ao Bom Dia Política, da Rede Meio Norte, que o órgão já vem se preparando para coibir candidaturas com forte ligação a organizações criminosas.
“Essas candidaturas patrocinadas por facções criminosas aumentaram significativamente. Mas não apenas na política: até em concursos públicos as facções estão patrocinando os estudos de candidatos para que eles se infiltrem no Poder Judiciário. Diante disso, a Justiça Eleitoral vem se preparando para esse tipo de enfrentamento por meio das diversas ferramentas existentes, além das regulamentações e resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)”, comentou.
O presidente destacou ainda que outra estratégia adotada é garantir ao eleitor amplo acesso às informações sobre os processos de candidatura. Além disso, reforçou que o Tribunal Eleitoral terá um cuidado redobrado na análise da documentação apresentada por possíveis candidatos, com o objetivo de assegurar maior transparência e segurança ao processo eleitoral.
ELEIÇÕES TRE-PI
Os desembargadores José Wilson Ferreira de Araújo Júnior e Olímpio José Passos Galvão foram eleitos, por aclamação e unanimidade, nesta segunda-feira (26/1), pela Corte Eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI), para os cargos de presidente e vice-presidente e corregedor eleitoral, respectivamente, para o biênio abril de 2026 a abril de 2028.
A posse da nova Mesa Diretora está marcada para o dia 8 de abril, em sessão solene, no plenário do TRE-PI, com início às 9h30. Ao agradecer a escolha, o futuro presidente do TRE-PI, desembargador José Wilson, destacou sua trajetória no Tribunal e a experiência acumulada ao longo dos mandatos exercidos.
ELEIÇÕES 2026
Na oportunidade, o desembargador também comentou como irá lidar com o processo eleitoral no Piauí, principalmente, com a aproximação das eleições de 2026. Para ele, a justiça eleitoral terá que lidar com dois desafios primordiais:
“Nós temos dois desafios que considero como principais. Primeiro as fakes news que já existem a muito tempo, mas vemos que ferramentas utilizadas na chamada deep fake cada vez mais vem evoluindo e a Justiça Eleitoral não pode ficar atrás neste processo. E agora, mais recentemente o uso de Inteligência Artificial”, destacou.
O presidente também esclarece que durante o processo eleitoral não é proibido o uso de IA desde que a ferramenta não seja utilizada para produzir informações falsas. Quando usada em campanhas eleitorais, o desembargador afirmou que isso deve ser sinalizado ao eleitor.