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Quem é o terceirizado do Judiciário apontado como líder de esquema de venda de drogas em THE

Paulo Ubiratan usava WhatsApp para vender entorpecentes com codinomes do anime Naruto; cinco foram presos na Operação Madara.

Preso suspeito. | Foto: Arquivo MeioNorte.
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Preso na manhã desta quinta-feira (26), Paulo Ubiratan é apontado como líder do grupo suspeito de comercializar drogas pelas redes sociais em Teresina, alvo da Operação Madara. Ele também é um servidor terceirizado do Poder Judiciário do Estado do Piauí.

Em entrevista à Rede Meio Norte, o delegado Yan Brayner, Diretor de Inteligência Estratégica (DINTE) da SSP-PI, informou que ele trabalhava como digitador no setor de distribuição do órgão, mas não tinha acesso aos sistemas nem às informações mais sensíveis do Poder Judiciário.

A autoridade ainda destacou a colaboração do Poder Judiciário nas investigações:

Ele não tinha acesso a esses sistemas. Ele era um servidor terceirizado, funcionava apenas como uma espécie de digitador. Importante a gente destacar a colaboração irrestrita do Poder Judiciário e do Ministério Público, que, ao tomar conhecimento da gravidade desses fatos, agiu de forma essencial, porque é muito importante cortar da raiz esse tipo de colaborador que está em um meio sensível e que poderia obter informações indevidas.

O Grupo

Segundo as investigações, o grupo, liderado por Paulo, usava aplicativos de mensagens e redes sociais, especialmente o WhatsApp, para vender drogas, negociar valores, combinar entregas e confirmar pagamentos. Além disso, os integrantes possuíam codinomes do anime Naruto para dificultar a identificação.

Ele montou esse esquema criminoso de forma bem consolidada, e de uma forma que ficaram bem predefinidas as tarefas. [...] Parecia um iFood mesmo, um aplicativo de entrega, voltado especificamente para o tráfico de drogas.

Ao todo, cinco pessoas, incluindo Paulo, foram presas durante a operação. O delegado Francílio Queiroz afirmou que, a partir das apreensões e das entrevistas preliminares, é possível constatar a existência de funções e divisões de tarefas:

Existe a pessoa responsável, por exemplo, pelos atendimentos aos usuários, a pessoa responsável pela entrega, pelo recebimento dos valores, e o líder da organização criminosa, que coordena toda essa estrutura.

Segundo o delegado, o investigado pelo atendimento relatou que recebia R$ 4 por cada venda, chegando a movimentar cerca de R$ 1 mil por semana. “Ou seja, mais ou menos 50 vendas realizadas da casa dele”, explicou.

Operação Madara

O delegado Leonardo Alexandre destacou que a Operação Madara reforça a importância do trabalho integrado das forças de segurança no combate ao crime organizado. A ação, que leva o nome do personagem Madara Uchiha do anime Naruto, resultou na apreensão de grande quantidade de drogas tanto na residência do líder quanto na zona Lesteconfirmando a venda por meio de aplicativos de mensagens.

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