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Quem são os denunciados do MP por lavagem de dinheiro do PCC em postos no Piauí

A Operação Carbono Oculto 86 foi deflagrada em 5 de novembro de 2025.

Posto HD em Teresina | Foto: Reprodução
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Quase cinco meses após a Operação Carbono Oculto 86, que investigou o uso de postos de combustíveis para lavagem de dinheiro do PCC no Piauí, o Ministério Público do Estado (MPPI) denunciou 12 pessoas acusadas de integrar o esquema de fraudes ligado às redes HD e Diamante, com atuação no estado e também em outras regiões do país. O MeioNews teve acesso aos nomes de 10 delas. São elas:

  1. Haran Santhiago Girão Sampaio (apontado como dono da Rede HD)
  2. Danillo Coelho de Sousa (apontado como dono da Rede HD)
  3. Thamyres Leite Moura Sampaio (esposa do empresário Haran)
  4. Thayres Leite Moura Coelho (companheira de Danillo)
  5. Moisés Eduardo Soares Pereira
  6. Salatiel Soido de Araújo
  7. Denis Alexandre Jotesso Villani
  8. Andressa Castro Alves de Oliveira
  9. João Revoredo Mendes Cabral Filho
  10. Victor Linhares de Paiva (ex-vereador)

De acordo com o Ministério Público, os investigados são acusados de praticar crimes como adulteração de combustíveis, fraude no abastecimento, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Essa operação foi deflagrada no Piauí em novembro de 2025, e é decorrência de uma investigação do GAECO de São Paulo intitulada também Carbono Oculto. A investigação apontou que o grupo integra o braço financeiro e operacional da organização criminosa com atuação no estado de São Paulo, disse Lenara Porto, Coordenadora do MPPI.

Rede HD em Teresina | FOTO: SSP

CARBONO OCULTO 86

A Operação Carbono Oculto 86 foi deflagrada em 5 de novembro de 2025. O ponto de partida da investigação foi a venda da Rede de Postos HD, em dezembro de 2023. A negociação chamou atenção porque a empresa compradora, a Pima Energia, foi criada poucos dias antes.

As apurações também apontam o uso de “laranjas”, mistura de patrimônios e emissão de notas fiscais sem a circulação real de combustíveis. 49 postos foram fechaodos no Piauí, sendo 16 em Teresina. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Piauí, o grupo usava essas estruturas para lavar dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC) e ocultar patrimônio. 

Operação Carbono Oculto | FOTO: SSP

À época da operação, foram apreendidos um Porsche avaliado em R$ 550 mil e um avião modelo Cessna Aircraft 210M, pertencente ao empresário Haran Santhiago Girão Sampaio.

O MP obteve a decisão que determinou a manutenção da interdição dos postos bem como o bloqueio dos ativos dos denunciados como o objetivo de conter as atividades ilícitas. Na denuncia também pleiteamos a condenação dos envolvidos por dano moral coletivo no valor de R$ 74.200,000 mil, disse Nayana da Paz, promotora de Justiça.  

Essas fraudes foram constatadas pelo IMEPI, pelo PROCON do Ministério Público, e essas fraudes podem ser subidividas em dois grupos: as fraudes de natureza qualitativa e quantitativa. Constatou-se rompimentos dos lacres e manipulação do sistema de medição, acrescentou Hérson Galvão, promotor de Justiça.

A Justiça do Piauí deve receber a denúncia e transformar os acusados em réus. Eles não chegaram a ser presos. Segundo a polícia, o esquema movimentou mais de R$ 52 bilhões. 

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