- A Justiça do Piauí remarcou audiência de instrução e julgamento de José Alves da Costa Filho para 25 de setembro de 2026.
- O crime de agressão contra a esposa, Brígida Bianca, ocorreu em 3 de maio no estabelecimento dela em Teresina.
- A audiência foi adiada após a ausência de um dos convocados, segundo informou a família da vítima.
- O mecânico segue em liberdade com medidas cautelares, incluindo monitoração eletrônica por três meses.
- O Ministério Público pediu a reforma da decisão de revogar a prisão preventiva do acusado.
A Justiça do Piauí remarcou para o dia 25 de setembro de 2026 a audiência de instrução e julgamento do mecânico José Alves da Costa Filho, acusado de espancar a própria esposa, a empresária Brígida Bianca. O crime aconteceu no dia 3 de maio no estabelecimento dela, na zona Sudeste de Teresina, e foi registrado por câmeras de monitoramento.
A audiência estava marcada para esta quinta-feira (30), mas precisou ser remercada após a ausência de um dos convocados, segundo informou a família da vítima.
ENTENDA O CASO
O crime ocorreu no dia 3 de maio. Segundo a vítima, Brígida Bianca, o marido passou dois dias fora de casa e, no sábado, retornou. Já no domingo (3 de maio), eles deixaram os filhos na casa da mãe de José e seguiram para o estabelecimento onde Brígida estava montando sua imobiliária, a fim de limpar o local e prepará-lo para a inauguração. Lá, com amigos, compraram bebidas alcoólicas.
Veja!
Horas depois, segundo ela, José pediu a chave do carro, afirmando que iria sair para resolver um assunto. Ao perguntar o que ele faria, o suspeito pegou a chave do balcão e desferiu o primeiro soco na boca de Brígida.
Eu levanto do banco e saio. Na hora que eu chego perto dele novamente, ele já dá um soco no meu olho, já é o segundo soco. O André começa a discutir e a tentar acalmá-lo, a irmã dele também. Quando eu chego perto de novo, para pedir que ele pare, ele já dá outro, que é no meu nariz, momento em que eu caio e bato a cabeça no chão, disse à época à TV Meio Norte.
Brígida relatou que funcionários chegaram a presenciar o homem proferindo xingamentos e a tratando mal. A irmã da vítima foi quem acionou a Polícia Militar. Ela também relatou que o comportamento agressivo foi presenciado pelos filhos, que pediam para o pai não agredi-la. Segundo Brígida, ele ainda proferia ameaças caso ela o denunciasse.
No dia 18 de junho, a prisão preventiva do mecânico foi revogada. O Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) chegou a pedir a reforma da decisão e o restabelecimento da prisão preventiva do acusado. O réu segue respondendo ao processo em liberdade, mas sob medidas cautelares. Entre elas:
- Comparecimento bimestral ao Núcleo de Atenção ao Preso Provisório (NAPP) para informar e justificar suas atividades;
- Proibição de se ausentar da comarca sem autorização prévia do Juízo;
- Obrigação de comunicar ao Juízo qualquer mudança de endereço;
- Comparecimento ao Juízo sempre que for intimado;
- Uso de monitoração eletrônica pelo período de três meses, para fiscalização do cumprimento das medidas protetivas de urgência: cujo serviço de monitoramento e rastreamento eletrônico fiscalizará aobediência das medidas protetivas de urgência ora deferidas, devendo o mesmo ser encaminhado em até 48 (quarenta e oito) horas ao setor devido da Secretaria de Justiça, para, após a assinatura do termo de compromisso.