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“Revolução Aruana” estreia em outubro com exibição gratuita em comunidade indígena no Piauí

Média-metragem acompanha jovem Tapuio Tabajara-Itamaraty que enfrenta preconceito ao ingressar na universidade e luta pelos direitos indígenas

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  • “Revolução Aruana” estreia em 7 de outubro na Comunidade Indígena Nazaré, em Lagoa de São Francisco, com entrada gratuita.
  • O filme acompanha a trajetória de Aruana, jovem indígena que deixa sua comunidade para estudar Direito em Teresina.
  • A obra aborda preconceito, racismo e desafios enfrentados por indígenas no ensino superior e na sociedade.
  • Após a estreia, o filme terá exibições gratuitas em 10 cidades piauienses, com rodas de conversa sobre os temas abordados.
  • A produção busca valorizar a cultura indígena e promover reflexões sobre direitos humanos e preservação dos territórios.
Bastidores da produção piauiense “Revolução Aruana” | Foto: Reprodução/Instagram/@revolucaoaruana
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“Revolução Aruana”, média-metragem de ficção, estreia no dia 7 de outubro de 2026 na Comunidade Indígena Nazaré, em Lagoa de São Francisco, no Norte do Piauí. A sessão será realizada às 19h e terá entrada gratuita.

Com 40 minutos de duração, o filme foi gravado e finalizado em 4K e acompanha a trajetória de Aruana, uma jovem indígena Tapuio Tabajara-Itamaraty, da comunidade Nazaré. Após ser aprovada no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para cursar Direito em Teresina, ela deixa sua comunidade para ingressar na universidade.

Foto: Reprodução/Revolução Aruana

Filme acompanha trajetória de jovem indígena

Durante a nova etapa da vida, Aruana enfrenta situações de preconceito, racismo e os desafios da adaptação ao ambiente urbano e universitário. Ao mesmo tempo, a personagem fortalece sua identidade e passa a utilizar a formação acadêmica como instrumento de defesa dos direitos dos povos indígenas.

Classificado como livre para todos os públicos, o filme aborda temas como acesso à educação, ações afirmativas, discriminação, grilagem de terras, desmatamento e violações de direitos.

A produção também busca valorizar a cultura dos povos originários e destacar sua contribuição para a formação da identidade brasileira, a partir de uma narrativa de resistência, pertencimento e transformação social protagonizada por uma mulher indígena.

Foto: Reprodução/Revolução Aruana

Obra aborda preconceito e defesa dos territórios

A produção parte do contexto de invisibilidade, estereótipos e violações de direitos ainda enfrentados pelos povos indígenas no Brasil. A história também aborda os desafios encontrados por indígenas que ingressam no ensino superior, como o racismo, a permanência estudantil e o reconhecimento da diversidade cultural nesses espaços.

Ambientado no Piauí, “Revolução Aruana” busca ampliar a representatividade indígena no audiovisual e estimular reflexões sobre cidadania, direitos humanos, inclusão, justiça social e preservação dos territórios tradicionais.

A direção e o roteiro são de Ajosé Fontinelle.

Estreia será realizada na comunidade Nazaré

A primeira exibição do média-metragem ocorrerá no dia 7 de outubro, às 19h, na Comunidade Indígena Nazaré, em Lagoa de São Francisco.

A escolha do local está diretamente relacionada à história apresentada na obra, que tem como protagonista uma jovem da própria comunidade.

Foto: Reprodução/Revolução Aruana

Média-metragem terá exibições em 10 cidades

Após a estreia, o projeto prevê, durante o mês de outubro, a realização de exibições gratuitas em 10 cidades piauienses.

As sessões serão acompanhadas de rodas de conversa sobre os temas abordados pelo filme, ampliando a discussão sobre cultura indígena, educação, preconceito, direitos e preservação dos territórios.

Além das exibições presenciais, o projeto prevê participação em festivais e a disponibilização da obra em plataforma digital de acesso livre, com o objetivo de ampliar o alcance cultural e educativo da produção.

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