- O Piauí registrou salário médio mensal de R$ 2.987,94 em 2024, superando estados do Nordeste como Ceará, Paraíba e Alagoas.
- O estado está próximo dos salários de Pernambuco e Maranhão, mas abaixo da média nacional, que foi de R$ 3.932,45.
- O Distrito Federal lidera o ranking nacional com salário médio de R$ 6.845,13, quase R$ 2,9 mil acima da média brasileira.
- A escolaridade influencia significativamente a remuneração, com trabalhadores universitários ganhando quase três vezes mais que os sem graduação.
- O Brasil possui cerca de 10,6 milhões de empresas formais ativas em 2024, com crescimento de 5,8% em relação a 2023.
O Piauí registrou salário médio mensal de R$ 2.987,94 em 2024, segundo dados das Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (24). O valor coloca o estado à frente de outros três estados do Nordeste, Ceará, Paraíba e Alagoas, e próximo dos rendimentos observados em Pernambuco e Maranhão, reforçando sua posição intermediária na região.
Piauí tem rendimento superior a parte do Nordeste
Entre os estados nordestinos, o Piauí apresentou desempenho superior ao de alguns vizinhos. O levantamento mostra que o salário médio dos trabalhadores formais piauienses ficou acima dos registrados no Ceará (R$ 2.924,00), Paraíba (R$ 2.969,49) e Alagoas (R$ 2.720,88).
O estado também aparece muito próximo de Pernambuco (R$ 2.992,65) e Maranhão (R$ 2.999,87), demonstrando equilíbrio entre os rendimentos médios da região. Já os maiores salários do Nordeste foram observados no Rio Grande do Norte (R$ 3.131,49), Sergipe (R$ 3.167,43) e Bahia (R$ 3.155,30).
Diferença para a média nacional
Apesar de superar alguns estados nordestinos, o salário médio do Piauí ainda está abaixo da média nacional, que alcançou R$ 3.932,45 em 2024. O estudo considera trabalhadores assalariados de empresas e organizações formais em todo o país.
Os dados revelam diferenças significativas entre as unidades da federação. Enquanto estados do Nordeste concentram rendimentos mais modestos, regiões como Centro-Oeste, Sudeste e Sul apresentam médias mais elevadas.
Distrito Federal lidera ranking brasileiro
No cenário nacional, o destaque ficou para o Distrito Federal (DF), que registrou o maior salário médio do país, com R$ 6.845,13. O valor é quase R$ 2,9 mil superior à média brasileira.
Na sequência aparecem Rio de Janeiro (R$ 4.501,35) e São Paulo (R$ 4.423,04). Entre os dez maiores salários médios do Brasil também estão Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Amazonas e Rondônia.
Ranking dos salários médios por estado
Confira o ranking completo das unidades da federação, do maior para o menor salário médio mensal:
- Distrito Federal – R$ 6.845,13
- Rio de Janeiro – R$ 4.501,35
- São Paulo – R$ 4.423,04
- Rio Grande do Sul – R$ 3.841,48
- Mato Grosso do Sul – R$ 3.798,16
- Santa Catarina – R$ 3.777,55
- Paraná – R$ 3.731,30
- Mato Grosso – R$ 3.701,29
- Amazonas – R$ 3.627,07
- Rondônia – R$ 3.615,18
- Roraima – R$ 3.565,09
- Acre – R$ 3.464,80
- Amapá – R$ 3.390,20
- Tocantins – R$ 3.397,52
- Minas Gerais – R$ 3.387,03
- Espírito Santo – R$ 3.380,06
- Goiás – R$ 3.318,35
- Pará – R$ 3.297,83
- Sergipe – R$ 3.167,43
- Bahia – R$ 3.155,30
- Rio Grande do Norte – R$ 3.131,49
- Maranhão – R$ 2.999,87
- Pernambuco – R$ 2.992,65
- Piauí – R$ 2.987,94
- Paraíba – R$ 2.969,49
- Ceará – R$ 2.924,00
- Alagoas – R$ 2.720,88
Escolaridade influencia remuneração
O levantamento do IBGE também mostra que a escolaridade continua sendo um dos principais fatores para o aumento da renda dos trabalhadores brasileiros. Pessoas com ensino superior completo receberam, em média, R$ 7.776,59 por mês.
Já aqueles com formação até o ensino médio tiveram rendimento médio de R$ 2.742,41. Na prática, trabalhadores com diploma universitário ganham quase três vezes mais do que aqueles sem graduação.
Brasil tem mais de 10 milhões de empresas formais
Além dos salários, o estudo revelou que o Brasil possuía aproximadamente 10,6 milhões de empresas e organizações formais ativas em 2024, crescimento de 5,8% em relação ao ano anterior.
Essas organizações empregaram cerca de 68 milhões de pessoas, sendo 54 milhões de trabalhadores assalariados. As empresas de pequeno porte, com até nove funcionários, representaram 93% do total de negócios ativos no país e responderam pela maior parte da expansão observada no período.