- Ministério da Saúde e Sesapi investigam caso provável de Febre do Nilo Ocidental em mulher de 35 anos, residente em Canavieira.
- Exame realizado no Pará mostrou resultado reagente, mas confirmação depende do teste de neutralização.
- Estado de São Paulo confirma primeiros casos humanos em sua história, com uma adolescente internada e uma mulher já curada.
- Sintomas da doença incluem febre, dores musculares, náuseas e, em casos graves, encefalite ou meningite.
- Prevenção envolve evitar reprodução de mosquitos, uso de repelentes e monitoramento de animais mortos, especialmente aves.
O Ministério da Saúde e a Secretaria de Saúde do Piauí (Sesapi) investigam um caso provável de Febre do Nilo Ocidental em uma mulher de 35 anos, moradora de Canavieira, no Sul do estado. Ela foi internada no Instituto de Doenças Tropicais Natan Portella, em Teresina, e já recebeu alta. (Veja notas no fim da matéria)
Segundo a Sesapi, a paciente testou positivo para a doença em exame realizado no Pará, mas a confirmação depende do resultado de um teste de neutralização. A transmissão ocorre principalmente pela picada de mosquitos infectados. A Sesapi acompanha o caso com a Secretaria Municipal de Saúde de Canavieira para investigar um possível foco de transmissão.
Exame realizado pelo Instituto Evandro Chagas, em Belém (PA), apresentou resultado reagente para Febre do Nilo Ocidental, no entanto, o caso ainda está em investigação e a confirmação depende do resultado do teste de neutralização., diz trecho de nota da Sesapi.
As equipes de vigilância foram orientadas a monitorar a ocorrência de animais mortos, especialmente aves, e identificar pessoas com sintomas semelhantes.
O estado de São Paulo confirmou os primeiros casos humanos em sua história: uma mulher de 34 anos, moradora de Ribeirão Preto (já curada após viagem à região amazônica), e uma adolescente de 18 anos, moradora de São José do Rio Preto, que permanece internada sob cuidados médicos.
Em todo o país, a vigilância epidemiológica e laboratorial do Ministério da Saúde segue reforçada após a confirmação de outros dois casos em Santa Catarina — com um óbito registrado.
Sintomas
Estima-se que apenas 20% das pessoas infectadas desenvolvam manifestações clínicas, que costumam surgir de forma leve, mas podem evoluir.
Os sintomas mais frequentes da doença incluem:
- Sinais iniciais e gerais: febre, mal-estar, falta de apetite, náuseas e vômitos
- Dores no corpo: dor de cabeça, dor muscular e dor nos olhos
- Sinais visíveis: manchas na pele e aumento dos gânglios linfáticos (ínguas)
Em uma parcela menor dos infectados, a doença pode evoluir para quadros graves, como encefalite ou meningite.
Nesses casos, aparecem sintomas como confusão mental, rebaixamento do nível de consciência, tremores ou convulsões. Diante de qualquer um desses sinais neurológicos, a busca por atendimento médico imediato é indispensável.
Tratamento
Por não existir uma vacina ou remédio antiviral específico para combater o vírus do Nilo Ocidental em humanos, o tratamento é totalmente focado no alívio dos sintomas e no suporte ao organismo:
- Casos leves: o manejo é feito em casa com repouso rigoroso, hidratação abundante e medicamentos sintomáticos receitados por um médico
- Casos graves: podem exigem internação hospitalar imediata, com suporte em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), hidratação intravenosa, suporte respiratório e prevenção de infecções secundárias
A principal medida preventiva é evitar a reprodução e a picada de pernilongos, com o uso de repelentes, telas nas janelas e eliminação de focos de água parada.
Nota do Ministério da Saúde
O Ministério da Saúde, em conjunto com estados e municípios, mantém a vigilância epidemiológica e laboratorial para identificar casos e possíveis áreas de transmissão da Febre do Nilo Ocidental. Em 2026, foram confirmados dois casos em Santa Catarina, dois em São Paulo e um caso provável no Piauí. Em Santa Catarina, um dos casos evoluiu para óbito, ainda sob investigação como causa base.
A pasta acompanha as investigações, presta apoio técnico aos estados e prepara nota técnica com orientações atualizadas para reforçar a vigilância da doença no país.
O SUS oferece atendimento, diagnóstico e tratamento aos casos suspeitos ou confirmados. O diagnóstico é feito por exames laboratoriais e o tratamento depende da gravidade. Os principais sintomas são febre de início abrupto, dor de cabeça, dores musculares, náuseas e vômitos. Pessoas com sintomas devem procurar um serviço de saúde.
Nota da Secretaria de Saúde do Estado do Piauí
A Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) informa que está investigando um caso provável de Febre do Nilo Ocidental no estado. A paciente é uma mulher de 35 anos, residente no município de Canavieiras. Exame realizado pelo Instituto Evandro Chagas, em Belém (PA), apresentou resultado reagente para Febre do Nilo Ocidental, no entanto, o caso ainda está em investigação e a confirmação depende do resultado do teste de neutralização. A paciente esteve internada no Instituto de Doenças Tropicais Natan Portella, em Teresina, onde recebeu os cuidados necessários e já teve alta.
A Sesapi mantém contato com a Secretaria Municipal de Saúde de Canavieira para acompanhamento e investigação de possível foco de transmissão. As equipes de vigilância estão orientadas a identificar a ocorrência de animais mortos, especialmente aves, e monitorar a possível presença de outras pessoas com sintomas semelhantes.
O primeiro caso de Febre do Nilo Ocidental registrado no Piauí ocorreu em 2014, no município de Aroeiras do Itaim.
A Febre do Nilo Ocidental (FNO) é uma infecção viral aguda causada por um arbovírus, transmitido por mosquitos. A doença pode apresentar diferentes manifestações clínicas, desde quadros leves, com febre passageira, astenia e/ou mialgia, até formas mais graves, classificadas como doenças neuroinvasivas, que podem comprometer o sistema nervoso central ou periférico.
A transmissão ocorre principalmente por meio da picada de mosquitos infectados, que adquirem o vírus ao realizar o repasto sanguíneo em aves infectadas durante o período de viremia.
A Sesapi reforça a importância da atuação integrada entre os serviços de saúde e a população para a identificação de possíveis casos e de situações que possam indicar a circulação do vírus. Casos suspeitos devem ser comunicados às autoridades de saúde para investigação e acompanhamento.