Sete filhotes de gato foram resgatados na manhã deste sábado (7) após serem encontrados abandonados em uma área de vegetação e acúmulo de lixo no bairro Saci, zona Sul de Teresina. Os animais estavam expostos à chuva, sem abrigo e com sinais de fome.
O resgate foi feito pelo fotógrafo Thiago Amaral, que registrou a situação em vídeo ao perceber a presença dos filhotes na calçada. Em registro publicado em suas redes socias é possível notar que alguns estavam assustados e debilitados, incluindo um com ferimento na região dos olhos.
Resgate
Ao comentar o caso, Thiago demonstrou revolta com a situação e classificou o abandono como um ato de crueldade. Ele também afirmou que pretende buscar imagens de câmeras de segurança nas casas próximas para tentar identificar quem deixou os animais no local.
“Vou tentar localizar câmeras por aqui pra identificar a pessoa que fez isso.”
Segundo o fotógrafo, mesmo já cuidando de outros animais resgatados, decidiu recolher os filhotes para evitar que continuassem expostos.
“Eu não vou ver uma situação dessa e deixar. Vou levar pra casa e tentar tratar.”
Após o resgate, os filhotes foram levados para receber os primeiros cuidados, como limpeza, alimentação e avaliação das condições de saúde. Alguns apresentavam sinais de debilidade e estavam bastante assustados.
Thiago relatou que atualmente já mantém outros animais sob sua responsabilidade e pediu apoio para conseguir dar continuidade ao cuidado.
“Eu já tenho outros resgatados, mas não vou deixar de ajudar. Vou tratar das feridas e procurar ajuda.”
Segundo o homem, a intenção agora é estabilizar o estado de saúde dos filhotes e, posteriormente, encaminhá-los para adoção responsável.
No Brasil, o abandono de animais é considerado crime e pode ser enquadrado como maus-tratos, conforme o artigo 32 da Lei Federal nº 9.605/1998, que trata dos crimes ambientais. A legislação prevê pena de detenção de três meses a um ano, além de multa, para quem praticar atos de abuso ou negligência contra animais.
Em casos envolvendo cães e gatos, a punição foi ampliada por atualização na lei e pode chegar a reclusão de dois a cinco anos, além de multa e proibição de guarda, dependendo da gravidade da situação.