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Suspeita de matar companheiro alega legítima defesa após ser agredida com pedra, diz delegado

Delegado detalha investigação sobre morte de Egnaldo Nascimento no Parque Afonso Gil; polícia encontrou pedra ensanguentada no local

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  • O delegado Danúbio Dias investiga a morte de Egnaldo Gonçalves Nascimento em Teresina.
  • A principal suspeita, Érica Micaele da Silva Pereira, alega legítima defesa e afirma que a vítima tentou agredi-la com uma pedra.
  • O caso ocorreu no Parque Afonso Gil, zona Sul de Teresina, na noite de sábado (23).
  • Érica foi autuada em flagrante por homicídio e permanece presa enquanto a polícia aguarda laudos para apresentar um relatório final.
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À Rede Meio Norte, o delegado Danúbio Dias, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), forneceu detalhes da investigação acerca da morte de Egnaldo Gonçalves Nascimento. Segundo ele, Érica Micaele da Silva Pereira, de 22 anos, companheira e principal suspeita, alega legítima defesa, afirmando que a vítima tentou agredi-la com uma pedra.

O QUE ACONTECEU?

O caso ocorreu na noite de sábado (23), no Parque Afonso Gil, localizado na zona Sul de Teresina. Poucas horas após o crime, Érica se entregou à polícia. O delegado Danúbio Dias informou que o departamento foi acionado por volta das 20h. Uma pessoa relatou ter visto a vítima tentando agredir Érica.

Os investigadores conseguiram identificar uma testemunha ocular que presenciou a vítima tentando agredir a sua companheira com uma pedra. Em seguida essa discussão evoluiu e ela acabou esfaqueando o companheiro que veio a óbito. [...] Ela foi autuada em flagrante por homicídio. Ela alega legítima defesa já que disse que a vítima estava tentando agredi-la com essa pedra.

MOTIVO DA BRIGA

Conforme a autoridade, familiares de Egnaldo relataram que ele não tinha passagem pela polícia, mas possuía transtornos mentais. Eles ficaram surpresos ao saber do ocorrido em Teresina, pois acreditavam que ele estaria trabalhando em Monsenhor Gil. Questionado sobre o que poderia ter levado ambos a brigarem, o delegado afirmou:

Ao que tudo indica essa discussão foi sem motivo. Foi que estava bebendo e em razão do consumo de álcool acabou discutindo sem razão com a companheira e tentando agredi-la e ela, segundo ela, para se defender acabou lesionando a vítima que veio a falecer.

No local do crime, os policiais encontraram uma pedra com manchas de sangue./Foto: ReproduçãoAs investigações seguem, outras testemunhas serão ouvidas e a polícia aguarda laudos para apresentar um relatório final em até 10 dias.  

Ela permanece presa porque essa teoricamente essa hipótese de exclusão de licitude com a legítima defesa, ela tem que ser apreciada judicialmente. Na audiência de custódia, é que o juiz analisa e decide se ela fica presa ou não. Obviamente eu ainda preciso escutar mais testemunhas para tentar entender um pouco mais essa dinâmica para, de fato, apresentar conclusão da polícia judiciária se se trata de homicídio, com exclusão de ilicitude, no caso da legítima de defesa ou não.

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