O suspeito de agredir a influenciadora digital teresinense Paulla Rafaella, Enzo Gabriel, foi preso após o descumprimento de medidas protetivas concedidas pela Justiça, que proibiam qualquer tipo de contato com a vítima. Segundo a delegada Cláudia Elisa Ribeiro Pinheiro, da Casa da Mulher Brasileira, mesmo após a decisão judicial, o agressor voltou a se aproximar da influenciadora por meio das redes sociais.
“Contudo, o agressor entrou em contato com ela através das redes sociais, descumprindo a medida protetiva, o que foi comunicado ao juiz”, afirmou.
Ainda segundo a delegada, Paulla Rafaella procurou a Casa da Mulher Brasileira no fim de semana, onde registrou boletim de ocorrência relatando agressões físicas, psicológicas e morais sofridas ao longo de cerca de dez meses de relacionamento. As medidas protetivas foram deferidas de forma imediata. “O juiz prontamente deferiu as medidas protetivas e ela já estava resguardada”, explicou Cláudia Pinheiro. No entanto, o descumprimento levou o Judiciário a decretar a prisão preventiva do suspeito.
A delegada destacou que há provas do contato indevido, inclusive testemunhais, e que o caso seguirá para investigação.
“Nós temos provas. Temos provas também testemunhais de que ele já havia descumprido em outras oportunidades. Isso tudo vai ser relatado no inquérito policial encaminhado à Justiça”, disse.
agressões eram recorrentes e incluíam violência psicológica e moral
Segundo o relato da vítima, as agressões eram recorrentes e incluíam violência psicológica e moral. “Ela conviveu durante dez meses com esse rapaz e já sofria violências morais, psicológicas e físicas”, completou a delegada, reforçando que a denúncia serve de exemplo para outras mulheres.
O policial civil Thales Lannes informou que a prisão foi realizada sem resistência.
“Fomos até a residência dele, conversamos com a família e comunicamos que ele deveria nos acompanhar em razão do descumprimento da medida protetiva”, relatou.
Segundo ele, o suspeito foi conduzido à Casa da Mulher Brasileira, onde a prisão foi formalizada. As autoridades reforçam que qualquer tentativa de contato com a vítima, inclusive pelas redes sociais, configura crime e deve ser imediatamente comunicada.