A defesa de João Henrique Campelo de Carvalho, de 21 anos, informou que, após ele se apresentar na sede da Delegacia de Trânsito, foi ouvido e liberado. Segundo o escritório Yuri Cavalcante Advocacia, ele não possui antecedentes criminais e está “profundamente abalado". O jovem é suspeito de atropelar e matar o vigilante da Polícia Federal, Luciano de Sousa Carvalho.
O caso ocorreu no sábado (7), na BR-343, próximo à saída da Ladeira do Uruguai, em Teresina. O vigilante seguia em uma motocicleta pela via quando foi atingido pelo carro. Em nota, a defesa explicou que João Henrique se apresentou espontaneamente, acompanhado de seu advogado.
Após ser ouvido, foi liberado, permanecendo o procedimento em regular apuração pelas autoridades competentes.
Vale ressaltar que ele não foi mantido preso, pois não houve flagrante e nem havia mandado de prisão contra o suspeito. No texto, o advogado ainda destacou que João não tinha antecedentes criminais e que está à disposição da autoridade policial e da Justiça para contribuir nas investigações.
Ressalta-se que João Henrique encontra-se profundamente abalado com toda a situação. Trata-se de um jovem que jamais se envolveu em qualquer tipo de delito, nunca respondeu a processo e sequer havia estado anteriormente em uma delegacia de polícia.
Assim, por orientação técnica e em respeito ao devido processo legal, a defesa limitará suas manifestações aos autos do procedimento.
O QUE ACONTECEU?
Luciano seguia de motocicleta para a sede da Polícia Federal, onde trabalhava como vigilante, quando reduziu a velocidade em um redutor na BR-343 e foi atingido pelo carro. Com o impacto, a moto pegou fogo e a vítima morreu no local.
O motorista fugiu após a colisão. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), ele não teria como não perceber a presença do motociclista, e há suspeita de que estivesse sob efeito de álcool. O acidente foi registrado por uma câmera de monitoramento.
A gente observou nas imagens que tinha sim garrafa de bebida alcoólica dentro do veículo e também a manobra que ele faz não é normal, é uma manobra bem estranha a gente estar dentro a esses fatores, disse o inspetor Fabrício Loiola, superintendente da PRF.
VIGILANTE SEGUIA PARA O TRABALHO
A Rede Meio Norte conversou com exclusividade com a esposa de Luciano, com quem ele foi casado por mais de 28 anos e teve duas filhas. Abalada, Camilla Karollyne Oliveira Brito afirmou que a família está desestruturada após a perda, já que ele era o principal sustento do lar.
Luciano fazia o mesmo percurso para o trabalho há anos e, segundo a viúva, era conhecido por ser um cidadão responsável no trânsito.
Não sei se humanamente ele vai pagar por isso, não sei. Mas eu queria que ele sentisse o remorso, ele sentisse um pouquinho da dor, ele conhecesse a dor que eu estou sentindo.