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Suspeito de vender vídeos de relações sexuais usava pasta de escritório para gravar escondido

José Cleiton da Silva usava pastas de escritório para filmar vítimas e vendia o material por R$ 75 em perfis automatizados no Telegram.

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  • José Cleiton da Silva foi preso por armazenar e vender vídeos de relações sexuais sem consentimento.
  • Ele utilizava pastas de escritório com furos para gravar as cenas escondidas, que eram vendidas no aplicativo Telegram por R$ 75.
  • O delegado Humberto Marcola alertou sobre a importância da cautela em relacionamentos e uso de redes sociais.
  • Investigações apontam que o suspeito gravava as vítimas há mais de 10 anos, com pelo menos sete mulheres relatando ter vídeos divulgados.
Pastas usadas para gravar os vídeos. | Foto: PCPI
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Preso suspeito de armazenar e vender vídeos de relações sexuais com mulheres sem consentimento, José Cleiton da Silva utilizava pastas de escritório para gravar de forma escondida. Em vídeo, o delegado Humberto Marcola, do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), mostrou como a prática funcionava.

José foi alvo da operação “Lente Oculta”, deflagrada na manhã desta sexta-feira (29), e contra ele foram cumpridos mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva em Teresina. As investigações apontam que ele gravava e comercializava o material criminoso sem autorização das vítimas, por meio de perfis e automatizações ("bots") no aplicativo Telegram, cobrando o valor de R$ 75.

Nas imagens, é possível ver capinhas de celular que, segundo o delegado, são compatíveis com o aparelho encontrado na residência. Elas foram coladas no canto das pastas, onde um pequeno furo foi feito na região da câmera. Devido à estampa de bolinhas da pasta, o furo ficava quase imperceptível.

"Isso é para colocar para vocês, para a sociedade, tomem muito cuidado com quem você se relaciona. Seja na internet ou na questão física. Você pode estar sendo filmado sem saber e as suas cenas irão para a internet ser divulgadas, vendidas, comercializadas. Ande com quem você confia”, disse o delegado.

VEJA O QUE DISSE O DELEGADO:

INVESTIGAÇÕES

Segundo a investigação, os registros teriam sido feitos há mais de 10 anos. O delegado informou que pelo menos sete mulheres foram espontaneamente ao DRCC relatando que haviam vídeos sendo divulgados em várias partes do Brasil. 

Chegaram aqui desesperadas porque vídeos delas eh tinham sido divulgados no Brasil inteiro, inclusive pessoas do Rio de Janeiro e ligando pra elas, informando que esses vídeos tinham sido vazados com cenas de sexo explícito, pornografia, incluindo menores de idade.

O delegado pontuou como o suspito realizava a ação. 

"Alguns anos atrás, inclusive menor de idade. Ele atraía, fazia um pagamento pra elas, oferecia valores, e no momento dessas filmagens ele utilizava um artifício pra elas não perceberem que estavam sendo filmadas. Como foi colocado no vídeo anterior ele utilizava algumas pastas com furos que estavam mascarados. Estavam escondidos e ele conseguia fazer essas filmagens"

Segundo a DRCC, mais vítimas podem existir. Além de gravar, armazenar e vender os vídeos, o suspeito também expunha as vítimas ao divulgar fotos atuais retiradas de perfis públicos de redes sociais junto aos vídeos íntimos vendidos no aplicativo de mensagens. 

Mesmo após as contas iniciais serem derrubadas, um novo link foi criado para continuar a comercialização do material.

JÁ HAVIA SIDO PRESO

A DRCC frisou que o caso gerou às vítimas exposição contínua, além de humilhação e revitimização. Conforme apurado pela reportagem, José já havia sido preso em 2017 pela Polícia Civil do Estado do Piauí pelo crime de extorsão, quando gravava as vítimas e pedia dinheiro para que o material não fosse divulgado nas redes sociais.

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