- Adriano da Silva Brito, suspeito de homicídio, confessou ter jogado pedra na cabeça do cunhado após desentendimento motivado pela embriaguez.
- Carlos Henrique do Nascimento morreu na madrugada de terça-feira após ser atingido com pedra na cabeça durante a tarde de segunda-feira.
- Adriano foi preso na terça-feira em Teresina, após ser linchado por populares e resgatado pela PM com lesões graves.
- Investigação será conduzida pelo DHPP, com foco em ouvir testemunhas e coletar provas para esclarecer o caso.
- Delegado informou que o suspeito não tem antecedentes criminais, enquanto a vítima já respondeu a processos penais.
Durante interrogatório, Adriano da Silva Brito, suspeito de homicídio após jogar uma pedra na cabeça do próprio cunhado, afirmou que o crime ocorreu após um desentendimento motivado pela embriaguez. A informação foi revelada ao MeioNorte.com pelo delegado Walter Cunha. Carlos Henrique do Nascimento morreu na madrugada desta terça-feira (27).
O QUE ACONTECEU?
Conforme a polícia, a vítima foi atingida com uma pedra na cabeça durante a tarde de segunda-feira (26), foi para casa e passou mal durante a madrugada, vindo a óbito. O delegado informou que o suspeito, que era cunhado da vítima, relatou que eles passaram mais de 12 horas consumindo bebida alcoólica juntos quando se desentenderam.
Durante a discussão, Carlos foi até em casa e voltou com um facão. "Essa hora, ele [o suspeit] se muniu com a pedra e e golpeou o crânio do cunhado. [Carlos] Ainda chegou a ir embora para a sua residência, mas não resistiu e veio a óbito", disse a autoridade.
“Ele relatou que foi um desentendimento mesmo, motivado pela embriaguez. Eles se desentenderam verbalmente e teve esse embate aí dele se munir com a arma branca e ele se munir com esse instrumento contundente que é a pedra e o golpeou”, disse.
SUSPEITO FOI LINCHADO
Adriano foi preso na noite desta terça-feira (27), em Teresina. O delegado explicou que o suspeito foi capturado por populares, sofreu uma tentativa de linchamento e foi resgatado pela PM com lesões na cabeça e na perna.
Há informações de que o linchamento teria sido ordenado por uma organização criminosa, possivelmente o Primeiro Comando da Capital, mas a hipótese ainda será investigada. Após receber alta do HUT, Adriano foi levado ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
“ A Polícia Militar começou as diligências nas primeiras horas e e essa guarnição que entrou de plantão no dia deu continuidade à diligência, permanecendo no hospital até o período noturno. [...] Ele tinha lesões pelo corpo inteiro, da cabeça aos pés, a perna enfaixada, braço enfaixado, o rosto muito ensanguentado. Foi um verdadeiro linchamento popular. A polícia conseguiu intervir e evitar que ele também fosse a óbito”, ressaltou.
INVESTIGAÇÃO
Segundo o delegado, Adriano não tem ocorrências criminais anteriores e não responde a um processo criminal. Já a vítima já respondeu a processos criminais. As investigações ficarão a cargo do DHPP, pelo delegado Divanilson Sena.
“Ele relatou que tinha testemunha no momento do crime. Mas testemunha não foi possível ontem, no período noturno, serem ouvidas, mas tão logo, o Divanilson pegue esse caso, ele vai dar todo esse transcorrer de oitiva e de quem precisar ser ouvido e juntar as provas necessárias”, completou o delegado.