- Dois homens suspeitos de aplicar "golpe do falso delegado" foram presos no Rio Grande do Sul.
- Eles teriam extorquir uma pessoa e levá-la à morte após pressão psicológica e ameaças.
- A dupla fingiu ser um delegado da Polícia Civil de São Paulo para exigir R$ 8 mil em fiança.
- Crime é considerado recorrente no país, com golpistas simulando cargos públicos para intimidar cidadãos.
Dois homens, suspeitos de aplicar o “golpe do falso delegado”, extorquir uma pessoa e levá-la à morte após pressão psicológica e ameaças, foram presos no Rio Grande do Sul nesta segunda-feira (4), durante ação da Polícia Civil do Piauí. Eles teriam dito à vítima que ela estava sendo investigada e exigido o valor de R$ 8 mil para arquivar o processo.
As capturas ocorreram em cumprimento a dois mandados de prisão preventiva expedidos com base em investigação conduzida pela 6ª Seccional de Polícia – Divisão 1, contra dois homens de 31 e 42 anos.
INVESTIGAÇÕES
Segundo as investigações, a dupla fingiu ser um delegado da Polícia Civil de São Paulo para extorquir a vítima. Sob ameaça de punição criminal, eles exigiram o pagamento de R$ 8 mil, alegando que o valor seria uma "fiança" para o arquivamento do processo.
Com isso, a vítima adquiriu um empréstimo bancário para pagar os golpistas. Posteriormente, ela tirou a própria vida após sofrer pressão psicológica e ameaças.
GOLPE FREQUENTE
Segundo a Polícia Civil, crimes dessa natureza têm se tornado recorrentes no país. O chamado “golpe do falso delegado” consiste na simulação de cargos públicos para intimidar cidadãos. Ao se passarem por autoridades do Judiciário ou da Segurança Pública, os golpistas conseguem vantagens financeiras mediante ameaças e extorsão.
Nós orientamos que nenhuma autoridade legítima solicita pagamentos por meio de transferências bancárias, PIX ou entrega de dinheiro em espécie para liberação de processos, fianças ou procedimentos investigativos. A Polícia Civil orienta a população a desconfiar de contatos dessa natureza e a denunciar imediatamente qualquer tentativa de golpe às autoridades competentes, explicou o delegado Walter Pereira Júnior.