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Taxa de desemprego cai ao menor patamar histórico; veja reflexos no bolso do trabalhador

IBGE divulgou a Pnad Contínua na manhã desta sexta-feira (30)

Cédulas de dinheiro | Foto: Reprodução
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A taxa de desemprego ficou em 5,1% nos três meses encerrados em dezembro, segundo a Pnad Contínua, divulgada pelo IBGE nesta sexta-feira (30). Em 2025, a taxa anual de desocupação foi de 5,6%, o menor índice da série histórica iniciada em 2012.

A mediana das 23 estimativas do Valor Data apontava para desemprego em 5,1%, com projeções variando entre 5% e 5,4%, o que confirma que o resultado veio em linha com o esperado. Já para a taxa média de desemprego em 2025, o ponto médio das projeções indicava 6,0%, mas o resultado oficial foi ainda menor, surpreendendo positivamente o mercado.

MERCADO AQUECIDO TRAZ RENDA, MAS ACENDE ALERTA

Quando o desemprego está em níveis baixos, o efeito positivo é imediato: mais pessoas trabalhando e com renda. No entanto, esse aquecimento do mercado de trabalho acende um sinal de alerta no Banco Central, devido ao risco de pressão inflacionária.

Quanto mais aquecido o mercado, maior a chance de aumento da inflação, o que tende a levar a juros mais elevados.

JUROS ALTOS IMPACTAM CRÉDITO E CONSUMO

A Selic, taxa básica de juros do país, é o principal instrumento do BC para controlar os preços. Com inflação em alta, o Banco Central costuma manter os juros elevados, tornando o crédito mais caro.

Como consequência:

  • Empréstimos e financiamentos encarecem

  • O consumo diminui

  • Circula menos dinheiro na economia

  • A inflação tende a voltar ao controle

BC MANTÉM SELIC EM 15%, MAS MERCADO ESPERA QUEDA

Atualmente, o Banco Central manteve a Selic em 15% ao ano por cinco reuniões consecutivas, mas sinalizou que os juros podem começar a cair em março. Parte dessa expectativa vem de indicadores de desaceleração da economia. O IPCA-15, por exemplo, mostrou nova desaceleração da inflação em janeiro.

Mesmo assim, o BC tem adotado um tom cauteloso, especialmente por causa do mercado de trabalho aquecido, o que faz com que dados de emprego ganhem ainda mais relevância nas decisões de política monetária.

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