Em 16 de agosto de 1995, Teresina completava 143 anos
O jornal Meio Norte há mais de três décadas projetava o futuro da capital a partir das demandas que ela teria de enfrentar nos anos seguintes.
Teresina ainda era uma cidade bem menor do que a atual, mas já dava sinais de que o crescimento populacional e urbano exigiria novos investimentos e planejamento.
A preocupação com o que viria pela frente revela uma cidade em processo de expansão, diante da necessidade de ampliar serviços e acompanhar as mudanças na vida dos moradores.
Trinta e um anos depois, algumas dessas necessidades ganharam novas dimensões. A capital cresceu, incorporou novos bairros e passou a lidar com uma estrutura urbana muito mais complexa.
Ponte Estaiada João Isidoro França (Foto: Reprodução)
Hoje, a qualidade de vida também pode ser medida por indicadores que vão além do crescimento físico da cidade. No Índice de Progresso Social (IPS Brasil 2026), Teresina aparece na 16ª posição entre as capitais brasileiras, com 66,02 pontos. O levantamento considera 57 indicadores sociais e ambientais, entre eles saúde, educação, moradia, segurança, inclusão e acesso a direitos.
O resultado coloca a capital à frente de cidades como Fortaleza, Recife, Salvador e Maceió, embora ainda existam pontos que demandam atenção, especialmente em áreas como mobilidade e infraestrutura.
A manchete de 1995, portanto, ganha outro sentido hoje: muitas das “grandes demandas” previstas naquela época mudaram de tamanho e de natureza, acompanhando a transformação de uma capital que chegou aos 174 anos.