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Teresina é a capital que mais subiu no ranking de saneamento do Instituto Trata Brasil

Capital piauiense sobe 14 posições no Ranking do Saneamento 2026, com avanço na cobertura de esgoto, redução de perdas de água e aumento de investimentos

Avanços em ações de saneamento em Teresina | Reprodução/ Foto: Ascom Águas de Teresina
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Teresina foi o município brasileiro que mais avançou no Ranking do Saneamento 2026, principal indicador do setor, ao subir 14 posições em relação ao ano anterior. O resultado, divulgado pelo Instituto Trata Brasil nesta quarta-feira (18), reflete a transformação no saneamento da capital, impulsionada pela ampliação do atendimento de esgoto, pela redução expressiva das perdas de água e pelo alto volume de investimentos realizados.

A capital piauiense também se destaca como a que mais investe em saneamento no Nordeste, com média de R$ 187,68 por habitante, segundo o ranking. Considerando apenas o ano-base de 2024, o valor alcançou R$ 322,10 por habitante, o que representa um crescimento de aproximadamente 71,6% em relação ao período anterior, um indicador direto do ritmo acelerado de expansão e melhoria dos serviços na cidade.

Desde 2017, quando a concessão dos serviços passou a ser operada pela Águas de Teresina, do grupo Aegea, a capital recebeu mais de R$ 1,1 bilhão em investimentos em abastecimento de água e esgotamento sanitário. Naquele ano, o município ocupava a 84ª posição entre as 100 maiores cidades do país no ranking. Atualmente, aparece na 62ª colocação, após avançar 22 posições.

Redução de perdas

A redução das perdas de água, passaram de 64,1% em 2017 para 19,55% em 2024 — uma queda superior a 44 pontos percentuais em sete anos. O resultado coloca Teresina entre as capitais mais eficientes do país nesse indicador.

Na prática, a mudança é ainda mais significativa: antes, de cada 10 litros de água produzidos, seis eram perdidos. Hoje, esse número caiu para menos de dois litros, consolidando o segundo melhor desempenho entre as capitais brasileiras.

O avanço é resultado de ações como setorização da rede, controle de pressão, renovação de tubulações e uso de tecnologias de ponta para identificação de vazamentos ocultos, incluindo monitoramento por satélite.

Esse ganho de eficiência representa menos desperdício de água tratada, maior segurança no abastecimento e ampliação da capacidade do sistema, permitindo atender mais pessoas sem a necessidade de expandir, na mesma proporção, a produção.

(Foto: Reprodução/ Divulgação)

Transformação no abastecimento de água

No abastecimento de água, Teresina protagoniza um dos principais casos de transformação do saneamento no país. Em menos de dois anos, a capital superou um histórico cenário de falta d’água crônica, especialmente durante o período mais quente do ano, o B-R-O Bró, e universalizou o acesso à água tratada.

O avanço foi viabilizado por um conjunto robusto de investimentos em infraestrutura. Entre as principais entregas estão a ampliação e modernização das Estações de Tratamento de Água (ETA) Sul e Norte, a implantação de mais de 250 km de novas redes de abastecimento, além de 16,4 km de adutoras e a perfuração de mais de 27 poços.

Também foram implantados 24 novos sistemas de bombeamento (boosters), com destaque para os sistemas do Dirceu e do Petrônio Portela, que reforçaram a pressão e garantiram maior regularidade no fornecimento, especialmente em regiões mais altas ou afastadas.

Como resultado, o sistema ganhou escala e robustez, alcançando uma produção superior a 4,6 milhões de litros de água por hora, assegurando regularidade no abastecimento, segurança hídrica e melhoria na qualidade de vida da população.

Rede de esgotamento sanitário (Foto: Reprodução/ Foto: Ascom Águas de Teresina)

Esgotamento sanitário segue avançando

Outro fator decisivo para o avanço no ranking foi a expansão da rede de esgotamento sanitário. Até 2024, ano-base do levantamento, foram implantados mais de 363 km de novas redes de esgoto, além da ampliação da infraestrutura operacional.

Foram construídas 44 novas estações elevatórias, totalizando 81 unidades em funcionamento, além de mais de 3 km de interceptores e mais de 7 km de linhas de recalque, ampliando a capacidade do sistema para atender novas ligações na cidade.

Com esses investimentos, a cobertura de esgoto em Teresina passou de 19% em 2017 para 59% em 2024, beneficiando diretamente mais de 480 mil pessoas. Somente entre 2023 e 2024, foram investidos mais de R$ 300 milhões, reforçando o ritmo acelerado de obras e expansão do sistema.

De acordo com o diretor executivo da Águas de Teresina, Rodrigo Lacerda, o resultado no ranking é reflexo de um trabalho estruturado e contínuo.

“Esse avanço mostra que é possível transformar a realidade de uma cidade com planejamento, investimento e eficiência. Teresina hoje apresenta indicadores que demonstram uma evolução consistente, graças ao maior ciclo de obras já realizado na cidade, especialmente na ampliação do esgotamento sanitário, abastecimento de água e na redução de perdas. Essa expansão representa uma mudança histórica na infraestrutura e coloca Teresina em uma rota consistente e de constante evolução do saneamento”, destacou.

Já a diretora-presidente da Águas de Teresina, Lucilaine Medeiros, reforçou o impacto direto desses avanços na vida da população.

“Quando falamos em saneamento, estamos falando de saúde, dignidade e desenvolvimento. Rede implantada representam mais qualidade de vida para as pessoas. Teresina vive hoje um novo momento e segue avançando. Esse reconhecimento reforça que estamos no caminho certo”, pontua.

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