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Teresina oferece atendimento na rede pública para vício em apostas e jogos

Em Teresina, pessoas que identificam sofrimento ou prejuízos relacionados às apostas podem buscar atendimento na Rede de Atenção em Saúde Mental do município.

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  • Pessoas em Teresina podem buscar atendimento psicológico ou psiquiátrico para transtorno do jogo.
  • Dados de 2026 mostram 25,9% dos brasileiros com 14 anos ou mais já apostaram ao menos uma vez.
  • 55,2% dos adolescentes que apostaram no último ano apresentaram indicativos de jogo problemático.
  • Medicina alerta que comportamento de apostar pode se tornar patológico e associar-se a ansiedade e depressão.
  • Transtorno do jogo pode afetar vida financeira, familiar e emocional, exigindo intervenção precoce.
Teresina oferece atendimento para vício em apostas | Foto: Divulgação/Ascom
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O crescimento dos jogos e das apostas online, conhecidos popularmente como bets, tem chamado atenção não apenas pelos impactos financeiros, mas também pelos possíveis prejuízos à saúde mental. Quando a pessoa perde o controle sobre o comportamento de apostar e continua jogando mesmo diante de consequências negativas para a vida financeira, familiar, profissional ou emocional, pode estar diante de um transtorno do jogo.

Em Teresina, pessoas que identificam sofrimento ou prejuízos relacionados às apostas podem buscar atendimento na Rede de Atenção em Saúde Mental do município. Conforme a necessidade e a gravidade de cada caso, o atendimento pode ocorrer nos ambulatórios psicológicos ou psiquiátricos ou nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que oferecem acompanhamento especializado para situações que demandam maior intensidade de cuidado.

Dados publicados na BIPPZINE: Revista de Neurociências e Psicofarmacologia Prática, em edição de 2026, com base no III Levantamento Nacional sobre o Uso de Álcool e Outras Drogas (LENAD), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), apontam que 25,9% dos brasileiros com 14 anos ou mais já haviam apostado alguma vez na vida, enquanto 17,6% fizeram apostas nos 12 meses anteriores à pesquisa, o que representa aproximadamente 28 milhões de pessoas. Entre os adolescentes que apostaram no último ano, 55,2% apresentaram indicativos de jogo problemático ou de risco. Entre os adultos, o percentual foi de 38,8%.

Pessoas viciadas em apostas podem buscar ajuda na rede municipal - Foto: Divulgação/FMS

Alguns sinais podem indicar que o comportamento está se tornando problemático, como perder o controle sobre as apostas, apostar valores maiores do que a pessoa pode pagar, tentar recuperar o dinheiro perdido fazendo novas apostas e continuar jogando mesmo diante dos prejuízos.

Para a médica psiquiatra e coordenadora do CAPS Leste, Dra. Krieger Olinda, é importante observar mudanças no comportamento e não esperar que os prejuízos se agravem para buscar ajuda. “O comportamento de apostar pode se tornar patológico e não deve ser visto apenas como um problema financeiro. Ele pode estar associado a ansiedade, depressão e risco de suicídio. É uma questão de saúde e pode ser tratado. Quanto mais cedo esse cuidado começa, maiores são as possibilidades de evitar o agravamento do quadro.”

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