A rotina de Zézinho é ditada pelo ritmo das águas. O monitoramento da área começa em abril, quando a areia começa a emergir. Posteriormente, a estrutura começa a ser montada. Segundo ele, onde a coroa emerge primeiro é onde ficará alagado por último.
Tudo é feito de forma artesanal, com o apoio de sua esposa e de seu filho de 15 anos. As palhas são colocadas minuciosamente na mesma direção para evitar que o vento as danifique. O transporte do material é um trabalho árduo. Em dezembro, com a chegada dos ventos e das primeiras chuvas, o rio sobe. Antes da cheia, o senhor Zezim desmonta o que pode ser reaproveitado, atravessa o material de volta e queima o restante.
“Dezembro, Aí começa a ventar e começa as primeiras chuvas, é hora de tirar para fora. A água invade aqui. Eu tiro o material todo, madeira que eu vou precisar para o próximo ano, eu tiro, atravesso para lá e o resto eu pico fogo. Para limpar a praia. Aqui não tem nada cortante, não fica nada. Nada de cortante, lixo vai para o lixo, toda semana a gente passa na canoinha lixo para lá para ir para o lixo. Eu não deixo de poluir”, afirmou.
Jericoroa./Foto: Jéssica Machado
O local conta com energia elétrica, cozinha equipada com fogão industrial e freezers, além de servir refeições preparadas na hora. Segundo Seu Zezim, ele paga pela energia elétrica tanto pelo lado de Timon quanto pelo lado de Teresina.