- Dois trabalhadores foram resgatados em uma fazenda no Piauí, onde estavam em condições de trabalho análogo à escravidão.
- Eles viviam em alojamentos improvisados sem instalações hidráulicas ou sanitárias e eram remunerados com valores inferiores ao salário mínimo.
- A operação conjunta do MPT-PI e MTE resgatou os trabalhadores, que permaneceram nessas condições por aproximadamente dois meses.
- Com esse caso, já são 22 trabalhadores resgatados no Piauí somente este ano, de acordo com o Ministério Público do Trabalho.
Dois trabalhadores foram resgatados condições análogas à escravidão em uma fazenda localizada no município de Uruçuí, no Sul do Piauí. Eles estavam em uma carvoaria e vivendo em alojamentos improvisados e precários, construídos sem qualquer proteção lateral adequada, em meio à vegetação, sem instalações hidráulicas ou sanitárias e sem local apropriado para armazenamento de alimentos.
Uma operação conjunta do Ministério Público do Trabalho no Piauí (MPT-PI) e do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) resgatou os dois trabalhadores, que permaneceram nessas condições por aproximadamente dois meses.
Além disso, não havia fornecimento de água potável, os trabalhadores não recebiam Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para a execução das atividades e eram remunerados com valores inferiores ao salário mínimo. O procurador do Trabalho Edno Moura, coordenador regional de Combate ao Trabalho Escravo do MPT-PI, ressaltou que as condições encontradas eram de extrema precariedade.
São circunstâncias que colocam em risco a saúde, a integridade física e a dignidade dos trabalhadores, frisou.
Segundo o auditor-fiscal do Trabalho Robson Waldeck, as condições encontradas durante a inspeção eram incompatíveis com os padrões mínimos exigidos pela legislação brasileira.
Nosso objetivo é garantir a reparação integral dos danos sofridos pelos trabalhadores e responsabilizar os empregadores que insistem em descumprir a legislação trabalhista, além de evitar que novos casos aconteçam, destacou.
22 CASOS EM 2026
Com esse, já são 22 trabalhadores resgatados no Piauí somente este ano. Após a caracterização da situação de trabalho análogo ao de escravo, os trabalhadores foram formalmente resgatados e tiveram seus direitos assegurados. O empregador foi identificado e efetuou o pagamento das verbas rescisórias e das indenizações por danos morais individuais devidas às vítimas.
O caso segue sendo acompanhado pelo Ministério Público do Trabalho. As denúncias podem ser encaminhadas de forma sigilosa pelos canais oficiais do MPT, através do www.prt22.mpt.mp.br; whatsAPP (86) 99544 7488, de forma presencial em qualquer uma das unidades do MPT, em Teresina, Picos ou Bom Jesus, e ainda nos canais do Ministério do Trabalho e Emprego. As denúncias podem ser anônimas e/ou sigilosas.