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Três homens são condenados por mortes de detentos na Casa de Custódia de Teresina

Réus receberam penas de até 22 anos por assassinatos ocorridos em março de 2024.

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  • Três homens são condenados pelo Tribunal do Júri por assassinato dentro da Casa de Custódia de Teresina.
  • Mateus e Josué receberam penas de 22 anos e 8 meses, enquanto Iuren foi condenado a 16 anos e 11 meses.
  • As vítimas foram mortas por asfixia em março de 2024 dentro das celas do Pavilhão G da unidade prisional.
  • A Justiça determinou a execução imediata das penas e considerou os crimes como motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa.
Fachada da Penitenciário José de Ribamar Leite | Foto: Reprodução
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Três homens foram condenados pelo Tribunal do Júri pelas mortes de dois detentos dentro da Casa de Custódia de Teresina, em um caso que, à época, foi classificado pela polícia como planejado e repugnante.

A condenação foi obtida pelo Ministério Público do Estado do Piauí. Mateus de Sousa Lima e Josué Cesar Pimentel Barroso receberam penas de 22 anos e 8 meses de prisão. Já Iuren Henrique dos Santos Ferreira foi condenado a 16 anos e 11 meses. Todos deverão cumprir as penas em regime fechado.

Os três foram considerados culpados pelo assassinato de Iwalks da Silva Santos e Alessandro Krysttyan da Silva Santos, mortos em março de 2024 dentro das celas do Pavilhão G da unidade prisional.

Mortes por asfixia

De acordo com a denúncia, as vítimas foram mortas por asfixia, com uso de meio cruel e recurso que impossibilitou qualquer chance de defesa.

Durante o julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade dos crimes, além de acolher as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa. A Justiça também determinou a execução imediata das penas.

Tentativa de simular suicídio

As mortes foram descobertas na manhã do dia 23 de março de 2024, quando os dois detentos foram encontrados sem vida dentro das celas.

Inicialmente, houve suspeita de suicídio, já que os corpos estavam amarrados com lençóis nas grades. No entanto, ainda no local, a polícia passou a trabalhar com a hipótese de homicídio.

As investigações apontaram que os crimes foram cometidos por outros internos e que houve tentativa de simular suicídio para despistar a ação criminosa.

Crime premeditado

À época, o coordenador do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, delegado Francisco Costa, afirmou que o crime havia sido premeditado e executado de forma violenta.

Segundo ele, perícias indicaram que houve manipulação dos corpos após as mortes e coleta de material genético tanto das vítimas quanto dos suspeitos. Ainda conforme a investigação, os detentos foram mortos em celas diferentes, mas praticamente no mesmo horário, o que reforçou a tese de que o crime foi planejado.

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