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Três unidades judiciais do Piauí expedem medidas protetivas em menos de 14 horas; veja quais

Vara Única de Amarante tem o menor tempo, com média de 11 horas e 31 minutos; outras duas unidades também ficam abaixo de 14 horas

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  • Unidades judiciais do Piauí expedem medidas protetivas em menos de 12 horas, com destaque para Amarante, que registra 11 horas e 31 minutos.
  • Três varas do Piauí analisam e expedem medidas protetivas em menos de 24 horas, priorizando a proteção de vítimas de violência doméstica.
  • Equipe da Vara Única de Amarante monitora constantemente pedidos via WhatsApp, garantindo agilidade na análise e resposta judicial.
  • Corregedor-geral da Justiça do Piauí destaca que a rapidez na análise de pedidos de medidas protetivas é essencial para a proteção das vítimas.
  • Tempo reduzido na expedição de medidas protetivas pode ser decisivo para a segurança da vítima e a efetiva aplicação da justiça.
Corregedoria Geral da Justiça do Piauí | Foto: Divulgação/Corregedoria Geral da Justiça
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Uma unidade judicial do Piauí leva, em média, menos de 12 horas para expedir medidas protetivas de urgência. O menor tempo foi registrado pela Vara Única de Amarante, com média de 0,48 dia, equivalente a aproximadamente 11 horas e 31 minutos.

O levantamento também destaca a Vara de Crimes contra a Dignidade Sexual e Vulneráveis, com média de 0,53 dia (12 horas e 43 minutos), e a Vara Única da Comarca de Luzilândia, com 0,55 dia (13 horas e 12 minutos).

Na prática, as três unidades conseguem analisar e expedir as medidas em menos de 24 horas. A rapidez pode ser decisiva em casos de violência doméstica e familiar, quando a vítima pode estar sob ameaça ou risco de novas agressões.

Juiz Danilo Melo, Vara Única de Amarante | FOTO: divulgação/Corregedoria Geral da Justiça do Piauí

Em Amarante, equipe monitora novos pedidos

Na Vara Única de Amarante, o juiz Danilo Melo afirma que o resultado está relacionado ao acompanhamento constante dos pedidos pela equipe da unidade.

É um trabalho de equipe; secretaria, gabinete, oficiais de justiça, todos monitoram constantemente o PJe.

Segundo o magistrado, assim que um novo pedido de medida protetiva é identificado, a equipe é avisada por meio de um grupo institucional de WhatsApp.

Ao identificar o ingresso de um novo pedido de Medida Protetiva de Urgência, disparamos um comunicado no grupo institucional de WhatsApp da unidade para que todos saibam e possamos apreciar na maior brevidade possível.

A unidade também utiliza o sistema de inteligência Júlia, do Tribunal de Justiça do Piauí (TJPI), que envia uma notificação ao magistrado quando um novo pedido é registrado.

Somado a isso, podemos contar com o sistema de inteligência Júlia do Tribunal de Justiça do Piauí que, quando do ingresso de uma MPU, dispara uma notificação via WhatsApp ao magistrado da unidade.

Desembargador Erivan Lopes | Foto: Divulgação/Corregedoria Geral da Justiça

Quanto mais rápida a resposta, mais cedo vem a proteção

As medidas protetivas de urgência podem impor restrições ao agressor e determinar outras providências para preservar a integridade física e psicológica da vítima.

Por isso, o tempo entre a apresentação do pedido e a decisão judicial é especialmente importante em situações de violência. Quanto mais rápida for a análise, mais cedo a vítima pode ter acesso às medidas determinadas pela Justiça.

Para o corregedor-geral da Justiça do Piauí, desembargador Erivan Lopes, a rapidez nesse tipo de processo deve ser vista como parte da proteção oferecida às vítimas.

Quando uma mulher procura o Poder Judiciário em uma situação de violência, ela precisa encontrar uma resposta rápida, efetiva e capaz de protegê-la.

Cada hora reduzida nesse percurso pode representar mais segurança e, em determinadas circunstâncias, pode ser decisiva para preservar a sua integridade. A celeridade não é apenas um indicador de eficiência: é uma forma concreta de proteção e de garantia de direitos.

Três unidades ficam abaixo de 14 horas

Os dados apontam os seguintes tempos médios de expedição:

  • Vara Única de Amarante: 0,48 dia - 11h31
  • Vara de Crimes contra a Dignidade Sexual e Vulneráveis: 0,53 dia - 12h43
  • Vara Única de Luzilândia: 0,55 dia - 13h12

O acompanhamento desses indicadores permite identificar práticas que ajudam a reduzir o tempo de resposta e podem contribuir para o aperfeiçoamento do atendimento judicial.

No caso das medidas protetivas, a diferença é especialmente relevante: para uma mulher em situação de violência, algumas horas podem representar a diferença entre pedir proteção e efetivamente recebê-la.

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