- FMS oferece exame de DNA-HPV em 24 UBSs de Teresina para mulheres entre 25 e 64 anos.
- Exame detecta HPV de alto risco, como os tipos 16 e 18, antes de lesões ou câncer.
- Ministério prioriza mulheres de 30 a 49 anos que não realizaram exame citopatológico.
- Resultado positivo para tipos 16 e 18 encaminha paciente para investigação diagnóstica.
- Amostras são analisadas em laboratório no Rio de Janeiro e exame é repetido após cinco anos.
A Fundação Municipal de Saúde (FMS) passou a oferecer, na rede de Atenção Básica de Teresina, o exame de DNA-HPV, método que identifica a presença do papilomavírus humano (HPV), principalmente dos tipos 16 e 18, considerados os de maior risco para o desenvolvimento do câncer do colo do útero.
O novo exame permite detectar precocemente a infecção por tipos de HPV de alto risco, antes mesmo do aparecimento de lesões precursoras ou do câncer, possibilitando um acompanhamento mais eficiente e aumentando as chances de prevenção da doença.
O serviço já está disponível em 24 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) distribuídas pelas quatro zonas da capital. O exame é destinado a mulheres entre 25 e 64 anos. No entanto, nesta fase inicial de implantação, o Ministério da Saúde definiu como prioridade as mulheres de 30 a 49 anos que nunca realizaram o exame citopatológico (preventivo) ou que estejam há mais de três anos sem realizá-lo.
As mulheres que se enquadram nesses critérios podem procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima de casa para passar por avaliação. Caso haja indicação, o exame de DNA-HPV será realizado.
Segundo a enfermeira apoiadora da Atenção Básica da FMS, Marília Mendes, 72 equipes da Estratégia Saúde da Família já receberam treinamento para a realização do novo exame e também iniciaram a busca ativa das mulheres que fazem parte do público prioritário.
“Essas equipes iniciaram a busca ativa das mulheres que integram o público prioritário em seus territórios de abrangência, garantindo que o acesso ao exame seja ampliado e que mais mulheres possam se beneficiar da prevenção”.
Para a presidente da Fundação Municipal de Saúde, Leopoldina Cipriano, a implantação do exame representa um importante avanço para a saúde pública do município.
“Esse é um avanço importante porque amplia o acesso das mulheres a um exame moderno e eficaz, capaz de identificar precocemente o HPV e reduzir os riscos de câncer de colo do útero. É uma conquista para a saúde preventiva em Teresina”, destaca.
A coleta do material é feita de forma semelhante ao exame citopatológico. Após a coleta, as amostras são encaminhadas para análise em um laboratório localizado no Rio de Janeiro.
Quando o resultado indica a presença dos tipos 16 ou 18 do HPV, a paciente é encaminhada para investigação diagnóstica em um serviço especializado. Já nos casos em que o exame apresenta resultado negativo, a recomendação é repetir o teste somente após cinco anos.
Se o exame detectar outros tipos de HPV de alto risco, diferentes dos tipos 16 e 18, o próprio laboratório realiza a chamada citologia reflexa, procedimento que analisa a mesma amostra para verificar se já existem alterações nas células do colo do útero.
Caso sejam identificadas alterações, a paciente é encaminhada para investigação especializada. Se não houver alterações celulares, significa que o vírus está presente, mas ainda não provocou lesões visíveis. Nessa situação, a orientação é repetir o exame de DNA-HPV após um ano para acompanhamento.
Confira as Unidades Básicas de Saúde que oferecem o exame de DNA-HPV:
Zona Norte
- Buenos Aires
- Cecy Fortes
- Codipi
- Jacinta I
- Nova Teresina
Zona Sul
- Promorar
- Irmã Dulce
- Santa Clara
- Cristo Rei
- Teresina Sul
Zona Leste
- Anita Ferraz
- Mama Mia
- Planalto Uruguai
- Santa Bárbara
- Satélite
- Vila do Avião
- Piçarreira (em reforma; atendimento temporariamente transferido para a UBS Santa Isabel)
Zona Sudeste
- Boquinha
- Atalaia
- Taboca
- Estaca
- Carlos Alberto
- Renascença
- Alto da Ressurreição